Em passeata, bombeiros e PMs prometem manter greve no Rio

Equipe de reportagem da Rede Globo foi expulsa do manifesto na Praia de Copacabana

Agência Brasil |

MURILO REZENDE/FUTURA PRESS/AE
Participantes do movimento grevista da PM e dos bombeiros fizeram um manifesto na Praia de Copacabana
Mesmo com a presença de poucos bombeiros e policiais militares, os grevistas mantiveram o ato de repúdio às prisões de militares acusados de incitar o movimento na Praia de Copacabana, zona sul do Rio. A manifestação começou na manhã deste domingo (12) com uma hora de atraso.

Benevenuto Daciolo: Bombeiro preso no Rio está em greve de fome, afirma mulher

Durante o protesto, repórteres da Rede Globo foram expulsos. Uma situação semelhante já havia ocorrido na última quinta-feira (9) , quando a greve foi decretada. A emissora não é bem vista pelos manifestantes desde que divulgou no "Jornal Nacional" escutas telefônicas envolvendo o cabo Benevenuto Daciolo. A divulgação acabou culminando na prisão do militar .

Leia também: Sindicato da Polícia Civil do Rio anuncia suspensão da greve

Em greve desde o fim da semana passada, os bombeiros e policiais militares, vão definir a manutenção da parlisação em uma assembleia após a caminhada. A expectativa é que anunciem a decisão à tarde. O sargento Paulo Nascimento, um dos líderes dos bombeiros, garantiu que, pela categoria, a greve deve continuar.

“Nossa preocupação é manter a greve dentro da normalidade. Estamos com mais de 30% dos atendimentos sendo feitos”, disse. Pelo lado da Polícia Militar, o movimento também deverá ser mantido.

TASSO MARCELO/AGÊNCIA ESTADO/AE
Mulher do cabo Benevenuto Daciolo é consolada em manifestação na Praia de Copacabana
O sargento Sandro Barbeiro Costa defendeu a continuidade da greve desde que seja garantido o atendimento à população. “A PM mantém o movimento pacífico desde o início e hoje pede o fim das prisões arbitrárias. Não entendemos o porquê de as prisões serem feitas em um complexo penitenciário ”.

Cristiane Daciolo, mulher do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo , preso desde a noite de quarta-feira (8) no Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, disse que na segunda-feira (13) terá um posicionamento da Defensoria Pública do Estado sobre a transferência do marido para um presídio militar.

Segundo ela, dois pedidos de habeas corpus já foram negados e, se não tiver um retorno positivo da defensoria, vai busca apoio do governo federal, em Brasília. “[Dependo da resposta] Na terça-feira, estarei em Brasília com um grupo de mulheres de militares".

Cristiane disse que o marido está há cinco dias em greve de fome e garantiu que não há qualquer movimento político por parte do cabo Daciolo e de outros bombeiros para deflagrar uma manifestação contra o governo local.

Ela também descartou que o movimento tenha sido enfraquecido com a saída no sábado (11) da Polícia Civil . “Estamos nesta luta há nove meses, sem a Polícia Civil e sem a Polícia Militar. Os bombeiros vem lutando sozinhos e não vamos parar". Entre as principais reivindicações dos militares, estão o estabelecimento de um piso salarial de R$ 3,5 mil e a libertação do cabo Daciolo .

TASSO MARCELO/AGÊNCIA ESTADO/AE
Grevistas expulsam carro da Rede Globo com repórteres a bordo da manifestação no Rio

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