Em 10 anos, 70% dos novos domicílios do Rio surgiram na zona oeste

Região recebeu 205.209 das 291.161 novas habitações da cidade na última década

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Setenta por cento dos novos domicílios criados no Rio de Janeiro entre 2000 e 2010 estão na zona oeste da cidade. A informação consta no relatório “Malha Municipal e de Setores Censitários do Censo 2010”, divulgado nesta sexta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na última década, surgiram na capital fluminense 291.161 novos domicílios. Destes, 205.209 estão na zona oeste. Para o IBGE, o aumento aconteceu devido ao fato de essa região ser a que mais possui espaços vazios no Rio. O instituto ressalta ainda que nesse crescimento também deve ser levado em conta o aumento desordenado, como o processo de favelização.

Entre os bairros que tiveram maior aumento no número de domicílios entre 2000 e 2010 está o bairro de Camorim, na zona oeste carioca. Há dez anos, o bairro possuía somente 296 residências. No último recenseamento, o número aumentou para 1.220, ou seja, um acréscimo de 924 novos domicílios.

Em seguida aparece Vargem Pequena, com um aumento de 138,5% no número de domicílios. Bairro com uma grande quantidade de novos empreendimentos habitacionais, o Recreio dos Bandeirantes viu o seu total de residências aumentar em 110,7% em dez anos. Completam o topo do ranking Jacarepaguá (75,4%) e Vargem Grande (69,3%).

O Censo disponibilizou nesta sexta-feira uma ferramenta na internet onde o internauta pode fazer a pesquisa dos dados sobre sexo, idade e situação dos domicílios em sua cidade, e em alguns casos, no seu distrito e bairro. Veja

Aumento populacional

Os cinco maiores aumentos populacionais na cidade do Rio na última década também foram registrados na zona oeste carioca. Como na lista de domicílios, o bairro de Camorim lidera o levantamento de acréscimo de moradores. Em dez anos, a população no local cresceu 150,6%, saltando de 786 pessoas para 1.970.

Vargem Grande e Recreio dos Bandeirantes registraram um aumento de 136,2% e 118,8%, respectivamente. Em seguida vem Itanhangá (76,1%) e Sepetiba (57,6%).

O relatório “Malha Municipal e de Setores Censitários do Censo 2010” contém informações sobre sexo, idade e espécie de domicílio de bairros de municípios brasileiros que possuem essa divisão geográfica. Algumas cidades, como São Paulo, não possuem bairros e, sim, distritos. Por causa dessas particularidades, o levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE não contempla todos os municípios do País.

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