‘Eles furaram dois cercos da polícia. Foi cinematográfico’, diz testemunha

Estudante da universidade Estácio de Sá acompanhou abordagem da polícia e diz que assaltantes estavam bem vestidos

Flavia Salme, iG Rio de Janeiro |

“O pânico foi geral, foram muitos tiros”, contou o estudante Jefferson Gonçalves Garcia, 21 anos. Ele tinha acabado de deixar a universidade Estácio de Sá, na avenida Presidente Vargas, centro do Rio, quando um assalto a ônibus chamou a atenção de PMs que diariamente ficam baseados em frente à instituição.

“O ônibus ficou parado por muito tempo na via com o pisca-alerta ligado chamando atenção de um policial que entrou no veículo para verificar o que estava acontecendo”, afirmou ele.

Segundo o estudante, logo que entrou no ônibus, o policial foi surpreendido por quatro assaltantes. Ele imediatamente desceu do veículo e pediu reforço para os PMs que estavam em frente à universidade.

“Um dos bandidos foi muito ousado. Ele desceu apontando a arma para o policial e carregava um passageiro como refém. Ele alternava a movimentação da arma. Ora apontava para os policiais, ora dava coronhadas na cabeça do refém, que gritava muito por socorro”, relata Jefferson.

O bandido, segundo Jefferson, teria fugido por uma rua atrás da universidade. Ele não soube dizer se o policial teria sido ferido nesse momento.

O ônibus da Viação Jurema continuou parado no local após a fuga do motorista, que teria conseguido escapar após a saída do bandido. Isso deu tempo para que alguns cercos policiais fossem armados. Ele conta que os assaltantes estava bem vestidos - três deles usavam terno.

De acordo com Jefferson, os outros três assaltantes que permaneceram no ônibus teriam ordenado a um dos passageiros que assumisse a direção do veículo. Nesse momento, o coletivo já estava cercado pela polícia e o passageiro, antes de assumir o volante, colocou as mãos para cima, para mostrar que estava desarmado, e deu a partida no veículo.

“Os policiais abriram fogo. Mesmo assim o ônibus não parou. Foi muito tiro", conta o estudante. Para fugir do segundo cerco policial o motorista tentou escapar jogando o ônibus sobre o canteiro central da pista, mas ficou preso pelas árvores. Os policiais conseguiram atingir os pneus antes do terceiro cerco, que já estava montado. “Foi cinematográfico”, afirmou ele.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG