'É o meu segundo filho baleado', diz pai de vítima

Renata Lima Rocha levou um tiro nas costas e está internada no Hospital Albert Schweitzer. Ela não corre risco de morrer

Flávia Salme e Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro |

Leo Ramos
O armador de construção civil Nilson Oliveira Rocha, pai da estudante Renata
"Não chora, pai. Estou bem." Estas foram as primeiras palavras da estudante Renata Lima Rocha ao encontrar seu pai, o armador de construção civil Nilson Oliveira Rocha, depois de deixar o centro cirúrgico do Hospital Albert Schweitzer. Ela é uma dos 13 estudantes feridos na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, que conseguiram sobreviver à tragédia. "É meu segundo filho baleado", desabafou o pai na porta do hospital.

Segundo Nilson, Renata, de 13 anos, contou que o assassino entrou na escola com duas armas e logo deu início aos disparos. "Primeiramente, na garotinha que estava mais próxima a ele. Colocou a arma na cabeça dela e disparou. Então, Renata disse que tentou fugir no momento em que ele ( o atirador Wellington Menezes de Oliveira ) foi recarregar os revólveres, mas mesmo assim ela foi atingida nas costas", contou o pai com base no relato que ouviu da estudante.

Nilson acrescentou que mesmo atingida, Renata resolveu continuar a fuga: "Ela pensou que se ficasse sentada, o assassino poderia atirar de novo. Então, ela correu em direção às escadas e conseguiu deixar a escola. Foi quando apareceu um anjo para ajudá-la. No hospital, Nilson não conseguiu encontrar o frentista desempregado José Marques Sobrinho, que saía de casa quando ouviu o pedido de socorro de Renata. Ele só conseguiu agradecer ao motorista que passava pela rua e levou sua filha até o hospital. "Quero agradecer a todos pessoalmente. Minha filha nasceu de novo."

A mãe da menina, Veronice Gomes de Lima, relatou que está agradecida pela filha não ter se ferido mais gravemente. "Minha filha disse que ele atirava e ria. Ele só podia estar com o capeta", disse.

O pai da menina lembrou que em 2009 seu outro filho, então com 17 anos, foi baleado no braço dentro de casa em Realengo durante uma operação policial. "Pegou no braço de raspão mas o projétil parou no pé dele. Meu filho jogava futebol e foi obrigado a abandonar o esporte", lamentou.

Nilson finalizou dizendo que Renata está na enfermaria e não corre mais risco de morrer.

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