Dono de restaurante poderá responder por homicídio culposo

Proprietário de estabelecimento onde ocorreu a explosão foi internado em estado de choque

AE |

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O proprietário do restaurante que explodiu na manhã desta quinta-feira (13) no centro do Rio de Janeiro, Carlos Rogério do Amaral, de 47 anos, poderá ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), segundo informou a Polícia Civil. Amaral foi internado em estado de choque no Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, na zona norte, e não comentou a tragédia.

Assista: Câmera flagra momento da explosão no centro do Rio

O advogado do restaurante, Bruno Castro, informou que a empresa vai prestar toda a assistência necessária às vítimas da explosão e que foram contratados peritos particulares para investigar as causas do acidente. A explosão provocou a morte de três pessoas. Outras 17 ficaram feridas, sendo três em estado grave.

Marcelo Carnaval / Agencia O Globo
Diversos destroços ficaram espalhados pela rua após a explosão do restaurante
O uso ilegal de cilindros de gás é a hipótese mais provável para as causas da explosão, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com o comandante da corporação, coronel Sérgio Simões, o condomínio do edifício Riqueza, onde fica o restaurante, foi notificado sobre a proibição do uso de gás em agosto de 2010.

Ele mostrou um laudo com o parecer de que "a edificação não foi aprovada para a utilização de gás combustível seja sob a forma de cilindro de GLP ou canalizado, não sendo admitido abastecimento de qualquer tipo de gás combustível sem a prévia autorização da DGST (Diretoria Geral de Serviços Técnicos)". No entanto, o restaurante continuou funcionando da mesma forma.

O presidente da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), Roberto Cury, disse que há um mês compareceu a uma reunião no restaurante e viu botijões no local. A CEG, concessionária de fornecimento de gás do Rio, informou que desde 1961 não abastecia o prédio por falta de estrutura do local.

Após a explosão, os bombeiros recolheram três botijões de gás de 13 litros. Funcionários revelaram que o fogão era abastecido por uma bateria de cilindros de gás interligados, que tinham apresentado vazamento na última terça-feira.

O atendente Renato Fiel afirmou que o equipamento de gás do restaurante era operado de forma precária. Segundo ele, os seis cilindros de grande porte ficavam no subsolo do estabelecimento, onde os funcionários trocavam de roupa antes e depois do expediente. "Quem ficava responsável por mexer nos cilindros de gás era o próprio cozinheiro. Por isso aconteceu o que aconteceu", disse.

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