Dono de restaurante pode ter planejado morte de mais 3 pessoas

Antônio Fernando da Silva é suspeito de mandar matar 4, um deles o pai adotivo

Bruna Fantti e Daniel Gonçalves, especial para o iG |

O titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Rafael Willis, confirmou ao iG que há suspeita de que o dono do restaurante Rei do Bacalhau, na Ilha do Governador, Antônio Fernando da Silva, 46 anos, teria sido responsável por mais três mortes. Antônio é acusado de mandar assassinar quatro pessoas, entre elas o pai adotivo e antigo dono do estabelecimento, Plácido da Silva Nunes, 75. Segundo Willis, um dos indícios de que Antônio teria planejado mais mortes seria um e-mail escrito por um pai de santo, espécie de confidente dele e uma das vítimas, descrevendo os planos de Antônio. Não há informações de para quem foi enviada a correspondência. Willis disse ainda que há outros indícios, mas que não podem ser revelados.

Além de Plácido e do pai de santo, Antônio teria mandado matar o assassino do pai, que estaria extorquindo-o, e um gerente financeiro. Os outros três possíveis homicídios seriam o de um advogado da família, de um policial civil da Coordenadoria de Inteligência e de um garçom do restaurante.

O depoimento de Antônio estava marcado para hoje às 10h, mas o delegado informou que ainda não ouviu o suspeito. Ele deve ser transferido para Polinter.

Crimes cometidos desde 2007

Antônio é suspeito de cometer os assassinatos desde 2007. De acordo com a Polícia Civil, ele teria contratado um matador para assassinar seu pai adotivo, de 75 anos, para receber o seguro de vida dele avaliado em R$ 2 milhões.

Após o crime, o matador passou a extorquir Silva, ameaçando contar o que sabia à polícia caso não recebesse mais dinheiro. Silva então teria contratado outro matador para assassinar o responsável pela morte de seu pai. Depois, ele teria mandado matar seu pai de santo, que sabia de todos os crimes.
Um gerente do restaurante também foi morto após constatar que Silva desviava dinheiro do estabelecimento. O funcionário do local disse que iria denunciá-lo pelos desfalques. O gerente foi morto no início deste ano.

Silva foi preso dentro de sua casa, também na Ilha do Governador, e levado ao 16º Distrito Policial, na Barra da Tijuca. A polícia investigava a morte do gerente quando descobriu os outros assassinatos.

*Com informações da Agência Estado

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