Dois policiais rodoviários são condenados por tráfico de drogas no Rio

Eles foram acusados de receber propina de bandidos para liberar veículo carregado com maconha no ano passado

iG Rio de Janeiro |

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, (RJ), a Justiça condenou dois policiais rodoviários federais a 10 e 13 anos de prisão. Os patrulheiros foram acusados de receber propina de traficantes de drogas para liberar um veículo carregado com maconha na rodovia BR-101, em Resende, no Sul do Estado, em junho do ano pasasdo.

Os policiais, condenados por tráfico de drogas e corrupção passiva, também perderam seus cargos. Seis integrantes da quadrilha receberam penas entre 10 e 14 anos de prisão e uma multa total de R$ 177 mil por tráfico de drogas, associação com o tráfico e corrupção ativa. A decisão foi da 2ª Vara Federal de Campos.

A denúncia foi oferecida pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira em junho de 2010, um mês após o flagrante de corrupção. Dois membros da quadrilha, cuja base era Vitória (ES), transportavam maconha de um fornecedor, conhecido como “Alemão”, em Medianeira (PR), junto à fronteira com o Paraguai. Eles obedeciam outros dois outros integrantes da quadrilha que estavam presos.

Em Resende, os suspeitos foram abordados pela PRF e os policiais denunciados, após atestarem a presença da droga, negociaram com os traficantes para liberar o carro no dia seguinte, em Campos, recebendo R$ 15 mil. Antes, porém, os patrulheiros rodoviários ofereceram uma carona aos bandidos até o Rio de Janeiro, onde eles embarcaram num voo para Vitória para buscar o carro no dia seguinte.

O serviço de inteligência da Polícia Federal no Espírito Santo desvendou logo o caso e flagrou a entrega do veículo em um estacionamento num shopping de Campos, na presença dos dois policiais e dois integrantes da quadrilha.

Na ocasião, os traficantes alegaram não saber que transportavam material ilícito, enquanto os policiais argumentaram que pretendiam descobrir um depósito de mercadorias desviadas do susposto chefe da quadrilha.

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