Dez pessoas deram queixa por danos ao patrimônio no Rio

Posto itinerante da Defensoria Pública do Rio de Janeiro já fez 300 atendimentos no Complexo do Alemão

AE |

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Dos 300 atendimentos do posto itinerante da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, dez moradores deram queixa por danos ao patrimônio supostamente por policiais que participam da ocupação do Complexo do Alemão. Duas mulheres atendidas na manhã desta quarta-feira (01) acusaram policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar (PM) por ter quebrado alguns móveis. "As demais reclamações não apontam o autor do dano. Os reclamantes não sabem dizer se foram os policiais ou os vizinhos. Os casos serão encaminhados para a Corregedoria da Polícia Militar", disse a coordenadora do atendimento, Darci Burlandi.

Segundo ela, a maioria dos atendimentos era para emissões da segunda via de documentos. Agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) também estavam na entrada da Favela da Grota com coletes identificados para receber queixas. Na comunidade, vários moradores deixaram bilhetes nas portas aos policiais avisando que a revista da casa já foi feita. Alguns deixaram até o telefone de contato para que os agentes fizessem ligassem, "em caso de dúvida".

A maioria reclama que os policiais entram nas casas sem qualquer mandado de busca e apreensão, com base apenas em suspeitas. Desinformados, muitas vezes agentes de outras unidades retornam à mesma residência para outra revista. Militantes da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência também estiveram na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, onde os moradores também relatam abusos. "Ouvimos 20 moradores. Registramos o caso de um jovem agredido e os outros casos são de furtos e danos ao patrimônio", disse a militante Patrícia Oliveira, de 36 anos.

Parente de um dos traficantes da favela, a geógrafa Isabel Cristina Jennerjahn, de 49 anos, mora no norte do País e veio ver as condições de segurança dos familiares. Ela disse que os parentes dos criminosos também estão sendo criminalizados. "A polícia entra nas casas e leva o que tem de valor. Em seguida, eles convocam os moradores para a pilhagem da residência", disse Isabel. Ela anunciou que voltaria na noite de hoje para o norte do País.

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