Detro pode privatizar ou municipalizar bonde no Rio

"Acabou o momento de ‘blábláblá’, a hora é de fazer acontecer", disse Rogério Onofre

AE |

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Um grupo de 15 servidores do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) começou nesta quarta-feira (31) a trabalhar na sede da secretaria de Estado de Transportes do Rio, em Copacabana, na zona sul da cidade. O presidente do Detro, Rogério Onofre, que foi nomeado pelo governado Sérgio Cabral como interventor do sistema de bondes , afirmou que "acabou o momento de `blábláblá', a hora é de fazer acontecer".

"Se estivesse tudo normal, não teria sido nomeado interventor", afirmou Onofre, repercutindo a afirmação de Cabral, mais cedo, que disse que faltou gerência no serviço. Até ontem, os bondes eram administrados pela Central, empresa vinculada à secretaria. Segundo Onofre, a gestão agora está sob responsabilidade do Detro, por tempo indeterminado.

"Vamos fazer um levantamento de todas as informações, parte legal, problemas com o TCE, para depois apresentarmos ao governador um diagnóstico com as soluções", disse. Segundo ele, ainda não é possível dizer quando os bondinhos voltarão a funcionar. "O mais rápido possível, mas o principal é a segurança dos usuários".

Ele não descartou a privatização e até municipalização do serviço, e criticou a ausência de ordem pública em Santa Teresa . "Falta fiscalização, faltam guardas municipais. Também temos de conversar com a secretaria de Segurança para aumentar o policiamento no bairro".

Onofre afirmou que recursos para revitalizar o bondinho não serão problema: "Ao contrário das secretarias, que têm orçamento apertado, o Detro possui recursos próprios. Já descentralizei R$ 54 milhões para outras secretarias", disse.

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