Desembargador revoga prisão de bicheiro foragido Helinho da Grande Rio

Contraventor seria dono dos R$ 3,9 milhões apreendidos em casa. Para magistrado Sidney Rosa, não há 'fato concreto' para prisão

iG Rio de Janeiro |

AE
Material apreendido na operação batizada de "Dedo de Deus" é apresentado na Academia de Polícia no centro do Rio de Janeiro
O plantão da Justiça do Rio revogou a prisão do bicheiro Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho, da Escola de Samba Grande Rio. Ele era considerado foragido desde a semana passada, quando foi deflagrada a Operação Dedo de Deus , contra alguns dos principais contraventores do Estado.

Nesta quarta-feira (21), a Polícia Civil apreendeu R$ 3,9 milhões na casa de um tio do contraventor , após denúncia de que Helinho estaria lá.

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Também estão foragidos Aniz Abrahão David, o Anísio, da Beija-Flor, e Luizinho Drummond, da Imperatriz Leopoldinense.

A decisão que concedeu habeas corpus a Helinho foi do desembargador Sidney Rosa e é válida até o relator do caso, o também desembargador Paulo Rangel, se pronunciar sobre o caso. O habeas corpus com pedido de liminar foi impetrado na terça-feira (20).

De acordo com o magistrado, “a prisão cautelar é uma exceção” e não deve funcionar como uma “antecipação de pena”. Na opinião de Sidney Rosa, não “há fato concreto” na investigação para embasar a prisão.

“Prender alguém por mérito é afronta ao Estado Democrático de Direito, que deve ser coibida com veemência pelo Poder Judiciário”, afirmou, na decisão.

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