Deputados pedem PEC da anistia aos bombeiros

Parlamentares já encaminharam à Alerj proposta de anistia administrativa aos militares

Raphael Gomide e Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Futura Press
Bombeiros comemoram decisão da Justiça em frente à Assembleia Legislativa do Rio
Deputados estaduais já encaminharam à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro uma proposta de emenda constitucional (PEC) com o objetivo de dar anistia administrativa aos bombeiros que foram presos por terem invadido o Quartel-Central da corporação no último dia 3.

A proposta prevê a não aplicação de sanções internas, mas não livra os militares de punições criminais. Segundo o deputado Marcelo Freixo (PSOL), o presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), se mostrou sensível à medida.

"Essa questão é a mais urgente de todas, não adianta negociar aumento agora se depois eles
forem demitidos", disse o parlamentar. O presidente da Alerj se mostrou sensível e prometeu nos dar uma resposta este fim de semana", disse o parlamentar.

Para ser aprovada, a PEC precisa ser votada em dois turnos e contar com 42 votos favoráeis entre os 55 deputados estaduais.

Anistia é bandeira da categoria

Após a libertação dos 439 presos após a invasão do quartel-general da corporação e a antecipação de reajuste de 5,58%, os bombeiros adotaram a anistia aos presos como principal bandeira do movimento.

Eles defendem que ninguém sofra nenhum tipo de sanção penal ou administrativa pela participação nos protestos por aumento de salários e melhores condições de trabalho, em especial os presos que receberam habeas corpus nesta sexta (10).

“Sem anistia não vamos nos desmobilizar. Vamos sair da Alerj, como prometemos, mas precisamos da anistia e do arquivamento de punições contra os bombeiros”, afirmou o cabo Laércio Soares, porta-voz do movimento.

Laércio afirmou reconhecer a “boa-vontade” do governo do Estado, do Tribunal de Justiça e da Assembleia Legislativa ao tratar da questão, mas disse que a anistia é considerada essencial para o movimento.

De acordo com Laércio, porém, a saída da Alerj não significa a desmobilização e o enfraquecimento do movimento. Uma manifestação programada para o domingo (12), em Copacabana, na zona sul, deve ser o maior protesto sobre o assunto e deve contar com a adesão de policiais militares e civis, além do setor da Educação.

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