Deputada gravada com bombeiro defende greve sem violência se não houver acordo

Janira Rocha afirma que só se expressou politicamente e comparou telefone a conversa que Dilma teria tido com governadores

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

A deputada estadual no Rio de Janeiro Janira Rocha (PSOL) afirmou na tarde desta quinta-feira (9) que não cometeu “crime” e que sua conversa com o cabo bombeiro grevista Benevenuto Daciolo, exibida pelo Jornal Nacional, é legítima e apenas a expressão de sua opinião política. Ela defendeu a greve se o governo não abrir espaço para negociação, mas desde que seja sem armas e não leve o “terror” à população.

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Janira já vinha se manifestando publicamente e no plenário da Alerj nas últimas semanas a favor do movimento grevista de policiais, bombeiros e agentes penitenciários. Em 2011, foi uma das principais apoiadoras na Casa da greve dos bombeiros no Rio. 

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“Não cometi crime. Não compactuo com greve armada, que leve terror à população. Eu falei, está gravado. Sou a favor da greve, desde que não haja negociação (por parte do governo). Acho que se avançou muito (com a aprovação do reajuste). Não foi a vontade do governador, mas o que se conseguiu a partir das mudanças incluídas pelos deputados”, afirmou.

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De acordo com Janira, ela estava articulando o movimento politicamente, definindo melhores táticas de ação para fortalecê-lo. “A presidenta Dilma Rousseff deve ter ligado para os os governadores Jaques Wagner (Bahia) e Sérgio Cabral (Rio) para discutir qual é a melhor estratégica política, Foi exatamente isso o que fiz”, afirmou a deputada.

Servidora pública do INSS e ex-sindicalista do Sindsprev, Janira afirmou, porém, que “greve em setores essenciais precisa atender a alguns parâmetros”.

“Na saúde, não pode deixar gente sem atendimento; na segurança, tem de garantir cota mínima para atendimento e segurança da população. Não havia boicote ao Carnaval, o que se fez foi usar o Carnaval para que o governo negociasse. O movimento não quer se contrapor ao Carnaval ou às Olimpíadas, mas quer sua dignidade”, afirmou.

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