Depois de Romário e Aécio, dobra número de recusas ao bafômetro

Em quatro meses, o número de motoristas que se recusou a fazer o teste do bafômetro no Rio aumentou 100%

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A proporção de motoristas que recusam o teste do bafômetro dobrou nos últimos quatro meses nas ruas e avenidas do Rio. Entre fevereiro e junho deste ano, 10,5% dos condutores abordados nas blitze da lei seca montadas no Estado se negaram a realizar o exame. A média de recusas registradas nos oito meses anteriores era de 5,2%. Na lista de quem recusou estão o ex-jogador e deputado Romário (PSB-RJ), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-deputado Indio da Costa (ex-DEM-RJ), por exemplo.

Dados das operações realizadas nos últimos 12 meses mostram que cada vez mais motoristas que consumiram bebida alcoólica recusam o exame do bafômetro, com o objetivo de evitar as punições. Ao negar o teste, eles são multados e correm o risco de ter a carteira de habilitação suspensa por 1 ano, mas escapam da pena de prisão aplicada a condutores com alta concentração de álcool no sangue.

No Rio, motoristas que recusam o teste do bafômetro já representam 92,3% das multas aplicadas com base na lei seca entre fevereiro e junho. Apenas 7,7% das punições, portanto, foram aplicadas a condutores que realizaram o exame, fornecendo provas de que haviam consumido bebida alcoólica. Nos oito meses anteriores, o porcentual de testes realizados entre os motoristas multados era de 14,4%.

Condutores que evitam realizar o teste sofrem automaticamente as mesmas punições impostas aos condutores flagrados com até 0,6g de álcool por litro de sangue, pois as autoridades fluminenses entendem que esses motoristas admitem o consumo de álcool. Para esses casos, a Lei 11.705 determina aplicação de multa de R$ 957,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano - aplicada após processo administrativo no Detran local.

Sem provas contra si, no entanto, os motoristas que recusam o teste do bafômetro podem tentar recorrer das punições administrativas e ainda evitam sofrer processos criminais, aplicados contra condutores com concentração de álcool superior a 0,6g por litro de sangue. A punição prevista é de detenção de até 3 anos, além de multa e suspensão da carteira de habilitação.

Segundo os responsáveis pelas blitze da lei seca no Rio, a taxa de recusa é maior em operações realizadas no interior do Estado, onde a fiscalização é menos constante e os motoristas mantêm o costume de consumir bebida alcoólica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. .

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