Depois de ataques, moradores de Niterói mantêm a rotina

Comércio funciona normalmente em bairros onde veículos foram incendiados. Apesar da ação criminosa, ninguém ficou ferido

Sabrina Lorenzi, iG Rio Janeiro |

Depois da ação criminosa que levou pânico durante a madrugada desta quarta-feira (24) a moradores dos bairros do Fonseca e de São Lourenço, em Niterói, na região metropolitana, a rotina foi retomada na região. O comércio abriu as portas normalmente pela manhã e vítimas dos ataques saíram para trabalhar. Três veículos foram queimados na cidade.

O proprietário de um deles, o professor universitário Jurandir de Abreu, viu de perto a ação dos bandidos. O carro dele, um fox, foi incendiado na porta de sua casa enquanto ele e a família dormiam, na rua Soares de Miranda. Ele disse que o fogo chegou bem perto da janela onde dormiam.

Com medo do incêndio, a família de Jurandir e os vizinhos deixaram suas casas e aguardaram a chegada dos bombeiros na rua. “Na correria, a pressão da minha mãe, que é idosa, subiu e ela não dormiu a noite inteira”, conta ele, cujo carro tinha seguro.

O irmão de Jurandir, que é deficiente visual, também passou mal. Além do automóvel, o professor universitário perdeu documentos e uma parte do material que usava para dar aulas. “Não sei onde vamos parar com isso”, desabafou Jurandir, que disse acreditar que a ação dos bandidos pode ter sido uma retaliação às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Estado. “A UPP é muito boa para a comunidade, mas, e o restante da população, como fica?”, questionava ele.

Testemunha do ataque a um outro veículo no bairro, o dedetizador Gérson Henrique Vasconcelos conta que os homens que incendiaram o automóvel gritavam e mandavam os moradores fecharem as janelas. “Para mim o recado está muito claro. Eles estão dizendo que agora vieram para o asfalto”, opinou.

Dona de casa pula muro com medo das chamas

Na rua São Januário, no bairro São Lourenço, onde um carro também foi queimado, a dona de casa Rosimar Melo contou que ela e o marido pularam o muro, pelos fundos da casa onde moram, com medo das chamas.

O carro incendiado, conta ela, pertencia a um vizinho. O proprietário do veículo, no entanto, não foi localizado porque, segundo moradores, ele já teria saído para trabalhar.

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