Defesa Civil quer que famílias deixem casas em Itaperuna

Existem na cidade 106 desabrigados e 3 mil pessoas desalojadas em função das chuvas

AE |

A chuva que voltou a atingir as regiões norte e noroeste do Estado do Rio de Janeiro entre ontem e hoje fez a Defesa Civil de Itaperuna pedir que as famílias que moram em regiões de encostas deixem suas casas. Em razão dos riscos de deslizamentos, as pessoas devem deixar os locais ameaçados o mais rápido possível.

O secretário municipal de Defesa Civil de Itaperuna, major Joelson Oliveira, disse que, durante a madrugada de hoje, houve deslizamentos de terra no bairro de São Mateus e, pela manhã, no bairro Aeroporto. Não houve vítimas nos dois casos.

"A previsão era de que caíssem 30 milímetros de chuva, mas foi mais que isso. Choveu na madrugada mais de 120 milímetros. Nossos córregos transbordaram e o Rio Muriaé, que ainda não tinha voltado à sua calha mas estava baixando, voltou a subir. Além disso, nossas áreas de morro e encosta estão bastante instáveis. Então, estamos solicitando que as pessoas que moram nesses locais saiam de suas casas hoje e procurem casas de parentes ou abrigos", alertou.

De acordo com Oliveira, existem na cidade 106 desabrigados e 3 mil desalojados . Ao todo, foram montados sete abrigos. "Como a cidade de Itaperuna sofre há décadas com o problema das enchentes, as pessoas estão acostumadas a procurar ajuda na casa de parentes e amigos. Então, ainda há espaço nos abrigos para quem precisar", avisou. Ele informou que o nível do Rio Muriaé neste domingo atinge 6,5 metros, mas que os 5,10 metros que são o patamar de transbordo.

Coordenando uma equipe de 15 voluntários da Cruz Vermelha que atuam na cidade, Maria das Graças Santos contou que há locais em que o acesso é difícil em razão dos alagamentos. "Para levar ajuda, como alimentos e outros insumos, ao bairro de Retiro de Muriaé, onde há famílias ilhadas, foi preciso o auxílio de homens do Corpo de Bombeiros. Tivemos que dar a volta pelo município de Laje do Muriaé para chegar até lá." Segundo ela, os voluntários visitam abrigos e prestam assistência a pessoas que não podem sair de casa, levando comida, água, colchões e bombas de purificação, entre outros itens.

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