Defensoria Pública pede exumação do corpo do menino Juan

Solicitação foi feita por integrante do órgão que defende um dos PMs acusados do crime

iG Rio de Janeiro |

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro pediu nesta semana à Justiça a exumação do corpo do menino Juan de Moraes, de 11 anos, morto durante uma incursão da PM na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 20 de junho.

A solicitação foi feita pelo defensor Antônio Carlos de Oliveira, que defende o PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro policiais indiciados pelo crime.

Para pedir a exumação, Oliveira argumentou as declarações de uma perita que disse inicialmente que o corpo achado no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, era de uma menina. Uma semana após os restos mortais terem sido localizados, a polícia confirmou que o cadáver era de Juan.

A Defensoria Pública informou que, caso a Justiça acate, o próprio órgão vai colher o material genético e o encaminhará para um laboratório conveniado de São Paulo que ficará responsável em fazer o exame de DNA.

Procurada pelo iG , a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou que o órgão recebeu o pedido mas que, por enquanto, não se pronunciará sobre o assunto porque o processo corre em sigilo.

O caso Juan começou a ser investigado depois que o irmão do menino, Wesley, de 14 anos, foi baleado na favela Danon no dia 20 de junho. Wesley contou que viu o garoto ferido e caído no chão. No mesmo dia, um suposto traficante foi morto e um jovem de 19 anos foi baleado.

Os PMs que participaram do fato registraram o caso como auto de resistência e não informaram na delegacia que Juan tinha sido ferido.

No início de julho, policiais recolheram um corpo de criança no rio Botas. Na ocasião, uma perita disse que os restos mortais eram de uma menina. Entretanto, exame de DNA feito no cadáver confirmou que o corpo era mesmo de Juan.

Posteriormente, o exame de balística feito em cápsulas recolhidas na favela Danon indicou que as balas saíram de fuzis usados por PMs. Com isso, a polícia afastou a hipótese de confronto e indiciou quatro policiais por dois homicídios duplamente qualificados (pelas mortes de Juan e do traficante), duas tentativas de homicídio duplamente qualificado (o irmão de Juan, e o jovem de 19 anos) e ocultação de cadáver (de Juan).

A Justiça decretou a prisão dos quatro PMs, que estão presos.

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