Defensoria Pública confirma que corpo achado em rio é do menino Juan

Órgão defendia um dos PMs acusados da morte e pediu novos exames para comprovar se restos mortais era mesmo do garoto

iG Rio de Janeiro |

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou nesta quinta-feira (27) que, após a conclusão de todos os exames complementares, foi confirmada a identificação do cadáver exumado no dia 17 de agosto, no Cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, como sendo do menino Juan Moraes Neves, de 11 anos. O garoto foi assassinado no dia 20 de junho, na favela Danon.

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Foram realizados novos exames de tipagem genética por DNA, cadavérico e antropológico, a pedido do defensor público Antonio Carlos Oliveira, que representa o PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro policiais militares presos suspeitos da morte do menor.

A análise foi feita nos restos mortais achados no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em julho. Na ocasião, uma perita informou inicialmente que o corpo seria de uma menina mas exames feitos posteriormente indicaram que era mesmo de Juan. Essa confusão fez com a defesa do PM pedisse novos exames.

A instituição informa ainda que novas perícias feitas foram fundamentais para o esclarecimento de outras questões técnicas diversas sobre a identificação do cadáver. Os novos exames confirmaram graves contradições técnicas periciais e distorções ocorridas durante o inquérito policial, que serão questionadas judicialmente a partir da próxima semana.

Pelo momento, o que se pode concluir é que não há mais necessidade de permanência do cadáver de Juan Moraes Neves na sede do IML do Rio de Janeiro, podendo ser providenciado o novo sepultamento.

Histórico

A morte de Juan começou a ser investigada após o relato do irmão do garoto, que foi baleado no dia 20 de junho na Danon, que disse ter visto a criança caída no chão e ferida. Na ocasião, um suspeito morreu e um outro jovem também foi baleado.

Os PMs foram até a delegacia registrar o caso como auto de resistência (morte em confronto com a polícia) mas não informaram sobre a morte de Juan.

Dias depois, um corpo foi achado no rio Botas, em Belford Roxo, que a polícia confirmou ser de Juan. Ao fim das investigações, a Delegacia de Homicídios concluiu que não houve confronto naquela noite e que os tiros que mataram Juan saíram de dois fuzis usados pelos PMs.

Os PMs foram denunciados por dois homicídios duplamente qualificados e duas tentativas de homicídio duplamente qualificado, com as agravantes referentes ao fato de uma das vítimas ser menor de idade e a abuso de poder por parte dos agentes público

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