Curto-circuito explodiu bueiro no Rio, diz laudo preliminar

Explosão em Copacabana feriu gravemente casal norte-americano. Família deve chegar ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira

iG São Paulo |

O laudo preliminar da explosão de um bueiro da Light, distribuidora de energia do Rio, que feriu gravemente dois turistas americanos na última terça-feira em Copacabana, na zona sul, aponta como causa um curto-circuito. De acordo com o delegado Fernando Reis, o laudo preliminar indica que não havia vazamento de gás no momento do acidente.

"Segundo a prova pericial, o que detonou o evento foi um curto-circuito. Esse evento por si só já seria suficiente para causar o dano verificado", disse Reis. O presidente da Light, Jerson Kelman, discordou da conclusão do policial. "Um curto-circuito por si só não causa explosão. A faísca estava associada a alguma coisa".

AE
Funcionários trabalham no bueiro que explodiu em Copacabana
Saúde do casal

Sarah Nicole Lowry, de 28 anos, sofreu queimaduras em 80% do corpo. O marido dela, David James McLaughlin, de 31 anos, teve 30% do corpo queimado. Eles estão internados na unidade de queimados da Clínica São Vicente. Segundo a unidade, o estado de Sarah é considerado grave e, o de David, inspira cuidados.

A avaliação feita no início da tarde desta quinta-feira pelo cirurgião plástico Marco Aurélio Pellon, responsável pelo caso, é de que a cicatrização das queimaduras comece a ocorrer nos próximos dez dias e a internação do casal pode se prolongar ainda por 30 a 45 dias.

Pellon demostrou maior preocupação com o caso de Sarah, que teve 80% do corpo queimado. Apesar de otimista com a resposta da paciente, o cirurgião plástico observou que o risco de morte, no caso da americana, ainda é de cerca de 90%.

“Ela tem uma queimadura muito extensa, o que inspira muito cuidado por se tratar de uma queimadura grave. Estatisticamente é um risco de morte muito elevado. Só que no caso dela, como ela não tem queimaduras de vias aéreas, não tem queimadura extensa de 3º grau e é uma pessoa jovem, está apresentando e deverá apresentar uma boa evolução. Mas nada nos garante que ela vai evoluir 100% bem. No momento, ela está estável e não está demonstrando que vai evoluir mal”, afirmou o cirurgião.

De acordo com Pellon, David, que teve 30% do corpo queimado, está fora de risco. O cirurgião garantiu que os dois conversam e se alimentam por via oral e disse que para garantir um reforço ao organismo, principalmente no caso de Sarah, a alimentação ainda está sendo complementada por sonda ligada diretamente ao intestino e os ferimentos limpos diariamente sob sedativos.

“Ela é submetida a um banho, tratamento chamado de balnoterapia. Aquelas lesões são limpas para eliminar as toxinas porque a queimadura gera toxina que é absorvida pelo corpo como uma coisa estranha, então esgota o sistema imunológico e propicia o surgimento de infecção. O tratamento consiste em deixar a lesão o mais limpa possível e aplicar substâncias que são antibióticos tópicos para evitar que haja crescimento bacteriano na ferida”, explicou Pellon.

O médico disse ainda que o casal está sendo tratado em quartos diferentes para evitar complicações, como contaminação dos ferimentos, mas que se veem com regularidade. Pellon garantiu que Sarah e David não apresentaram quadros de estresse ou depressão e que já conseguiram fazer contato com seus pais que devem chegar ainda nesta quinta-feira ao Rio de Janeiro.

Futura Press
Imagem do bueiro pouco após a explosão que feriu o casal na terça-feira em Copacabana
Transformadores

Na quarta-feira, a Light divulgou que dois transformadores localizados no bueiro foram trocados no dia 8 de junho e os equipamentos estavam funcionando normalmente. A Light informou ainda que a região onde ocorreu a explosão não sofreu com falta de luz nos últimos meses. Além dos transformadores, o ventilador localizado na galeria subterrânea também foi trocado em abril.

*Com informações das agências Estado e Brasil

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