Cruz Vermelha e Prefeitura de Teresópolis se desentendem

Após divergência sobre coordenação das ações, organização de saúde passa a atuar sozinha no atendimento de feridos e na distribuição de remédios e mantimentos

Raphael Gomide, enviado a Teresópolis (RJ) |

Um desentendimento entre a Cruz Vermelha Brasileira e a prefeitura de Teresópolis dificultou os trabalhos de socorro para as vítimas das chuvas e dos escorregamentos de terra na cidade. A Cruz Vermelha não concordou com a organização da prefeitura e se recusou a continuar sob a sua coordenação na noite de segunda-feira e deixou um galpão onde estava atuando, no bairro Meudon.

“Quebramos o barraco com a prefeitura, porque temos formas de operar diferentes. Só saía qualquer doação com a assinatura do secretário municipal... Querem fazer política com a desgraça dos outros”, reclamou a integrante da entidade em Teresópolis Sandra Helena Mendonça, professora.

O presidente da organização em Teresópolis, Herculano Abrahão, procurou minimizar o incidente. “Houve apenas um mal-entendido e um desencontro de informações em uma reunião onde traçamos planos. Crescemos de tal forma que ficou difícil para qualquer um administrar tudo. Foi melhor dividir para somar”, afirmou Herculano.

De acordo com a prefeitura, também se tratou de um mal-entendido, já resolvido.

Porém, após a confusão, a organização passou a atuar separadamente esta terça (18) no centro de Teresópolis. “Precisamos de voluntários, de material de limpeza, alimentos e de higiene pessoal!”, gritava uma dos 173 voluntários da Cruz Vermelha na cidade. No início desta tarde, a movimentação dessas pessoas era muito intensa no galpão cedido por uma igreja. Por volta das 13h40, chegou um caminhão com a caçamba repleta de donativos. “Deixa eu levar isso para a roça”, pediu a professora Sandra a Herculano e recebeu autorização imediata.

As doações são divididas pelo galpão: em um lado ficavam as roupas, no meio da área coberta, outro local era ocupado por centenas de alimentos em sacos – que iam sendo colocados em “cestas básicas improvisadas – e no fundo estava a equipe de Saúde, separando os medicamentos doados.

A entidade continua a aceitar doações, especialmente de produtos para kits de primeiros-socorros, como álcool, gaze, água oxigenada, merthiolate, esparadrapo, iodo, paracetamol e aspirina. Roupas já não são mais necessárias.

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