Crime da Mega-Sena: Julgamento de viúva de milionário começou hoje

Adriana Almeida é acusada de ser a mandante da morte de Renne Senna, em janeiro de 2007

iG Rio de Janeiro |

Agência Estado
Adriana Almeida, viúva de Renne Senna
Começou nesta segunda-feira (28) o julgamento de Adriana Ferreira de Almeida, viúva de Renne Senna, ganhador do prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena. Ele foi assassinado em janeiro de 2007, em Rio Bonito, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Adriana é acusada de ser a mandante do crime.

Relembre : Julgamento de viúva de ganhador da Mega-Sena é adiado

Além da viúva, outras três pessoas também serão julgadas pela morte: Ronaldo Amaral de Oliveira, Marco Antonio Vicente e Janaína Silva de Oliveira da Costa.

O júri é formado por cinco homens e duas mulheres. Segundo o juízo, deverão ser ouvidas 19 testemunhas – dez de acusação e nove de defesa de Adriana. Os advogados dos réus Janaína e Marco Antonio dispensaram as testemunhas, assim como o defensor público que defende Ronaldo.

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A primeira testemunha a ser ouvida foi um médico cirurgião que atendeu a Renne Senna uma vez, em uma emergência, e o submeteu a uma cirurgia. Ele disse que Adriana ficou com a vítima na noite em que ele ficou internado devido ao procedimento cirúrgico.

Segundo o depoente, Adriana combinou que ele iria à fazenda, onde ela morava com Renne, todos os dias fazer os curativos. Adriana e um policial, chamado Davi, que trabalhava para Renne, também ajudavam quando era preciso. O médico afirmou ainda que era Adriana quem pagava os seus honorários.

A segunda testemunha foi o dono do bar onde ocorreu o crime. Ele disse que estava sentado com Renne quando apareceu uma moto com dois homens. “O que estava na garupa saltou, chegou perto de Renne e atirou em sua cabeça à queima-roupa”, afirmou o depoente.

O dono do bar contou que entrou correndo no estabelecimento e ouviu outros tiros. Depois de pouco tempo, ele voltou para onde estava Renne e o viu caído no chão.

O depoente afirmou ainda que não houve nenhum diálogo entre a vítima e o seu assassino, e que a ação durou cerca de um minuto, não sendo possível para ele identificar nenhum dos dois homens, por estarem de capacete de visor escuro e roupas de manga comprida. Ele também não soube dizer qual o tipo de moto que usavam. No momento do crime, segundo o testemunho, havia cerca de dez pessoas no bar e Renne estava sem segurança.

 O julgamento será interrompido hoje por volta das 21h e continuará nesta terça-feira (29), a partir das 10h.

Relembre o crime

Renné Senna ganhou sozinho em julho de 2005 o prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena. Até então, ele vendia doces na beira da estrada. Cinco meses depois de virar milionário, Renné começou a ter um relacionamento com a cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida.

Segundo parentes de Renné, com o passar do tempo, ela teria passado a cuidar das finanças do casal. Em outubro de 2006, o milionário teria incluído a mulher em seu testamento, deixando ela e sua filha, Renata Sena, como suas únicas herdeiras.

Segundo investigações da Polícia Civil, em dezembro do mesmo ano, Adriana comprou uma cobertura de R$ 300 mil no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Estado do Rio, sem consultar Renné. Ao saber do fato, o milionário teria ficado descontente e discutido com ela.

Em janeiro de 2007, Renné estava em um bar com amigo quando foi atingido por quatro tiros. A vítima estava a bordo do quadriciclo que utilizava para se movimentar. O milionário era diabético e tinha as duas pernas amputadas.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime foi encomendado por Adriana. A ex- cabeleireira teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que elas planejassem e executassem o assassinato. Entre os motivos, estaria o fato de ela ter descoberto que Renné iria terminar o relacionamento amoroso dos dois e excluí-la de seu testamento.

Adriana chegou a ser presa dias depois do crime, mas seus advogados conseguiram um habeas corpus para soltá-la. Se for condenada, a herança de Renné Sena, avaliada em aproximadamente R$ 70 milhões ficará integralmente para sua filha. Atualmente, a quantia está bloqueada pela Justiça.

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