Crianças apreendidas em cracolândias no Rio serão obrigadas a fazer tratamento

Prefeitura encaminhará menores para clínicas e abrigos e eles só serão liberados após ficarem curados do vício

iG Rio de Janeiro |

Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Fiscais da Prefeitura recolhem usuários de crack na favela do Jacarezinho, apontada como a maior cracolândia da cidade
A Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu mudar a forma de ação no combate ao consumo do crack na cidade. Já a partir desta semana, todas as crianças que forem apreendidas em cracolândias só voltarão para as ruas após passarem por um tratamento para se curarem do vício.

O governo municipal vem fazendo várias operações em cracolândias localizadas em favelas cariocas. Desde o dia 31 de março, foram recolhidos 153 menores de idade usuários de crack. Muitas destas crianças foram encaminhadas para abrigos da Prefeitura mas não ficaram por lá e voltaram para as ruas.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, os menores que forem apreendidos em cracolândias serão internados em clínicas e abrigos da Prefeitura. Só após estarem curados, serão liberados.

De acordo com a pasta, a medida tem o apoio do Ministério Público e da Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça.

Segundo a Secretaria, atualmente cinco abrigos municipais já realizam tratamento para dependentes químicos. Uma clínica foi inaugurada nesta semana, em Laranjeiras, na zona sul, e outras serão criadas.

Na última quinta-feira (25), a Secretaria, com o apoio das polícias Civil e Militar, fez uma operação para reprimir o consumo de crack na favela do Jacarezinho, na zona norte. Dezesseis crianças foram detidas e encaminhadas para abrigos.

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