Corpo do menino Juan foi exumado nesta quarta-feira, diz PM

Pedido foi feito à Justiça por defensor público que representa um dos policiais acusados do crime

iG Rio de Janeiro |

AE
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli realizam a exumação do corpo do menino Juan Moraes
O corpo do menino Juan Moraes, de 11 anos, foi exumado na tarde desta quarta-feira (17), no Cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O menino desapareceu em junho durante um tiroteio entre policiais e traficantes na favela do Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia afirma que o menino está morto .

A exumação foi pedida à Justiça pelo defensor público Antônio Carlos de Oliveira, que representa um dos quatro PMs acusados do crime. Ele argumentou que uma perita identificou o corpo como sendo de uma menina . Na semana passada, a perita sustentou que o cadáver encontrado é do sexo feminino, ao apresentar sua defesa à Câmara Técnica de Medicina Legal do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Nesta quarta-feira, foi retirada uma amostra do fêmur do jovem, que será enviada para três laboratórios para exames de DNA, que será realizado por um laboratório conveniado à Defensoria Pública em São Paulo.

Entenda o caso

Juan desapareceu no dia 20 de junho em um tiroteio na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, o irmão de Juan, Wesley, de 14 anos, e um jovem de 19 anos foram baleados . Um suspeito de integrar o tráfico, identificado como Igor de Souza Afonso, foi morto.

O caso começou a ser investigado depois que Wesley afirmou que viu Juan baleado e caído no chão. Após isso, a criança não foi mais vista. Sem mencionar que o menino tinha sido atingido, os quatro PMs que participaram da ação registraram o fato na delegacia como auto de resistência (morte em confronto com a polícia).

Segundo a polícia do  corpo de Juan foi achado no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no início deste mês. Inicialmente, uma perita da Polícia Civil informou que os restos mortais eram de uma menina mas um exame de DNA comprovou que o cadáver era do menino desaparecido. A policial foi afastada das funções e responde a uma sindicância interna.

O inquérito da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que não houve confronto na localidade na noite em que Juan sumiu. Um exame de balística feita em cápsulas recolhidas na comunidade da Danon indicou que as balas saíram de fuzis usados por PMs.

Os quatro PMs acusados do crime foram presos e denunciados à Justiça por dois homicídios duplamente qualificados (pelas mortes de Juan e Igor), duas tentativas de homicídio duplamente qualificado (Wesley e o outro jovem baleado.) e ocultação de cadáver (de Juan).

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