Corpo de vítima de acidente em parque de diversões é enterrado

Funeral de Vítor Alcântara de Oliveira, de 16 anos, foi acompanhado por cerca de 300 pessoas na tarde desta quarta-feira

Daniel Gonçalves, especial para o iG |

Cerca de 300 pessoas acompanharam na tarde desta quarta-feira o enterro de Vítor Alcântara de Oliveira, 16 anos, a segunda vítima do acidente no parque de diversões em Vargem Grande, zona oeste do Rio. O funeral aconteceu no Cemitério do Caju, na zona portuária. Dois ônibus foram fretados para colegas de escola e dos grupos de dança dos quais ele fazia parte. Amigos e familiares estenderam faixas e cartazes pedindo justiça.

Daniel Gonçalves
Ao centro, pai de Vítor, Antônio, se emociona no enterro do filho morto em acidente em parque de diversões no Rio
Marcus Vinícius Nascimento Coutinho, de 21 anos, afirmou que a maior paixão de Vítor era dançar. “Ele era fã do Michael Jackson e a dança era a grande paixão da vida dele. É uma injustiça o que aconteceu. Queremos justiça”, disse. Vítor K2, como era chamado pelos colegas, estava internado no Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio, desde domingo, e morreu na tarde de terça-feira.

Duas jovens que ficaram feridas permanecem internadas no Miguel Couto. Uma delas, Dayane Mesquita, de 17 anos, está em estado grave. Outras cinco pessoas se feriram no episódio. Ao se desprender, o carrinho 'voou' caindo a uma distância de quase 15 metros. Neste mesmo parque, que tem localização itinerante, um adolescente morreu em 2006 ao cair de um brinquedo.

Reprodução
Vítor Alcântara Oliveira, 16 anos, morreu após ser atingido por um carrinho em parque de diversões
Neste ano, um funcionário morreu no parque ao ser atingido na cabeça por um brinquedo durante uma festa em Paty dos Alferes (interior fluminense).Os responsáveis pelo estabelecimento foram indiciados por homicídio doloso (quando há intenção de matar).Eles foram à delegacia do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP) hoje para prestar depoimento mas disseram que só falariam em juízo.

A polícia indiciou por falsidade ideológica um engenheiro que emitiu o laudo que informava que os brinquedos do parque tinha segurança. Com este documento, os proprietários conseguiram autorização do Corpo de Bombeiros para que o estabelecimento funcionasse. A polícia suspeita que o laudo foi elaborado sem que fosse feita uma vistoria nos equipamentos.


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