Corpo de Jordana Kfuri é cremado no Rio de Janeiro

Empresária é uma das vítimas da queda de helicóptero na Bahia. O governador Sérgio Cabral esteve na cerimônia

iG Rio de Janeiro |

Cerca de 100 pessoas participaram nesta quarta-feira (22) da cerimônia de cremação do corpo da empresária Jordana Kfuri Cavendish , no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. Ela é uma das sete vítimas da queda de um helicóptero na noite da última sexta-feira (17), no litoral sul da Bahia.

Entre os presentes, estavam o governador do Rio, Sérgio Cabral , e sua mulher, Adriana Ancelmo , o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o vocalista do grupo Biquini Cavadão, Bruno Gouveia. Ao final da cerimônia, o empresário Fernando Cavendish , marido de Jordana, recebeu os cumprimentos de parentes e amigos.

Após a cremação do corpo da empresária, três criminosos tentaram assaltar o comboio de segurança de Sérgio Cabral . O ataque deu início a uma troca de tiros. Durante a ocorrência, o governador já havia deixado o local.

Agência O Globo
O governador Sérgio Cabral ao deixar a cerimônia de cremação de Jordana Kfuri
O helicóptero Esquilo prefixo PR-OMO caiu na noite da última sexta-feira (17) próximo à praia de Ponte de Itapororoca, no distrito de Trancoso, em Porto Seguro, no sul da Bahia. As sete pessoas que estavam a bordo morreram, incluindo o piloto, o empresário Marcelo Mattoso de Almeida, de 48 anos.

As demais vítimas são Mariana Fernanda de Noleto , de 19 anos, namorada de Marco Antônio Cabral, filho de Sérgio Cabral, a jornalista Fernanda Kfuri, de 34 anos, o filho dela, Gabriel Kfuri Gouveia , de 3 anos, a empresária Jordana Kfuri Cavendish, seu filho, Luca Kfuri de Magalhães Lins, também de 3 anos, e a babá das crianças, Norma Batista de Assunção, de 49 anos.

Acidente

O voo deveria durar dez minutos. A aeronave decolou do aeródromo de Porto Seguro (BA) e tinha como destino o Jacumã Ocean Resort, condomínio de luxo que tem Marcelo Mattoso de Almeida como sócio.

De acordo coma Aeronáutica, a última visualização feita por radar do helicóptero ocorreu 16 minutos após sua decolagem. Segundo a Marinha, havia um aviso de condições meteorológicas desfavoráveis para a região. Chovia fino, ventava e havia neblina na hora do acidente.

Ouvida pelo iG , a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros informou que o modelo de helicóptero do acidente não foi projetado para voar à noite e em condições climáticas desfavoráveis. “Esse modelo de aeronave é completamente visual. Não trafega por instrumentos”, disse Gustavo Ozolins, diretor-regional da associação.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo tinha habilitação para pilotar o helicóptero, mas ela estava vencida há seis anos. O empresário ainda teria informado o código da Anac de outro piloto por rádio para ter seu voo autorizado.

Futurapress
Peça do helicóptero que caiu na Bahia foi encontrada boiando no mar
Aniversário

Antes de realizar o voo que terminou em tragédia, o empresário Marcelo Mattoso de Almeida já havia pilotado o helicóptero no mesmo dia do Rio até Porto Seguro , conforme adiantou o iG . Na cidade baiana, ele encontraria amigos para todos irem juntos ao resort em Jacumã.

Os convidados iriam comemorar o aniversário do empresário Fernando Cavendish, que embarcou com sua família no Rio para Porto Seguro em um jatinho emprestado por Eike Batista. Também foram no mesmo voo o governador Sérgio Cabral, o filho dele, Marco Antônio, e namorada do rapaz, Maria Fernanda Noleto.

De helicóptero, Marcelo levaria os convidados em duas viagens ao resort, já que a aeronave não comportava todos os passageiros. Na primeira viagem, foram as mulheres e as crianças. No segundo trajeto, iriam Cabral, seu filho e Cavendish. O aniversariante é dono da Delta Construções, que mantém com o governo estadual fluminense contratos sem licitação no valor de R$ 58,7 milhões.

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