Corpo de filho de Cissa Guimarães foi arremessado a 50 metros

Inquérito sobre atropelamento de Rafael deve ficar pronto em dez dias

iG Rio de Janeiro |

O corpo de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, foi arremessado a 50 metros de distância após ser atropelado, segundo o laudo feito por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A informação foi divulgada nesta terça-feira (10) pela delegada da 15ª DP (Gávea), Bárbara Lomba, responsável pelo caso.

O documento do ICCE será anexado ao inquérito policial sobre o acidente, que deve ficar pronto em dez dias. Segundo Bárbara Lomba, Rafael Bussamra, que dirigia o carro que atropelou a vítima, poderá ser indiciado pelos crimes de fuga, corrupção ativa, omissão de socorro e homicídio culposo ou doloso.

A delegada informou que 15 pessoas já prestaram depoimento e ainda não há elementos suficientes que comprovem a participação de Bussamra em um “pega” na hora do acidente.

Na segunda-feira, a Polícia Civil divulgou que o laudo do ICCE aponta que o automóvel estava a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h quando atingiu Rafael Mascarenhas. A velocidade máxima permitida no Túnel Acústico, local do acidente, é de 70 km/h.

Atropelamento

Rafael Mascarenhas, de 19 anos, morreu atropelado no último dia 20 de julho enquanto andava de skate e uma das galerias do Túnel Acústico que estava interditada para obras. Rafael Bussamra disse em depoimento que não sabia da interdição no tráfego e que foi abordado por policiais militares na saída da via, quando teria sido vítima de extorsão.

Na segunda-feira (9), o pai e o irmão de Bussamra prestaram depoimento na Corregedoria da Polícia Militar e informaram que foram coagidos por dois agentes a pagar propina para que o carro usado durante o atropelamento fosse liberado. Eles alegam ter dado mil reais aos PMs, que teriam pedido R$ 10 mil.

O pai e o irmão de Bussamra podem responder por corrupção ativa. Já os policiais suspeitos de envolvimento no caso estão detidos na Unidade Prisional da PM, em Benfica, zona norte do Rio. Eles negam que houve propina ou extorsão.

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