Corpo de empresário morto no Rio não tinha sinais de estrangulamento

Informação confronta depoimento de jovem que confessou ter assassinado o namorado com um cinto

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob/Agência O Globo
Verônica Verone está presa em uma penitenciária na zona oeste da capital fluminense
O corpo do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, não tinha marcas visíveis de estrangulamento, segundo informou na noite de quarta-feira (18) a Polícia Civil. Ele foi morto no último sábado (14) em um motel no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A informação foi passada por peritos que estiveram no local da morte e analisaram as fotos da vítima. O resultado do exame cadavérico, que ainda será divulgado, vai identificar a verdadeira causa da morte. A hipótese de envenenamento não foi descartada.

A principal suspeita do crime, a jovem Verônica Verone Paiva, de 18 anos, que seria suposta amante do empresário, está detida na penitenciária Bangu 7, na zona oeste do Rio.

Ela confessou ter enforcado Fábio com um cinto sob alegação de que ele teria tentado estuprá-la. A polícia está tentando reunir elementos para pedir a prorrogação da prisão temporária dela, que vencerá na sexta-feira (20).

Na quarta-feira, prestou depoimento na delegacia de Icaraí (77ª DP), a mãe de Verônica. Ela chegou ao local escondendo o rosto. Em depoimento, Elizabeth Verone disse que sabia do namoro da filha com o empresário desde o Natal do ano passado.

Nos próximos dias, a Polícia Civil do Rio de Janeiro dever realizar uma reconstituição da morte do empresário para tentar esclarecer alguns pontos da investigação.

Terceira pessoa

A polícia ainda apura se Verônica agiu em legítima defesa. Em outro depoimento, a jovem chegou a dizer que matou Fábio em um acesso de raiva.

É investigada também a participação de outra pessoa na morte. Verônica disse ter arrastado o corpo da vítima até a garagem, mas os policiais desconfiam dessa informação porque Fábio tinha 1,90 m de altura e pesava cerca de 100 kg e a jovem não teria condições de carregá-lo.

Outra desconfiança da polícia sobre a versão da legítima defesa apresentada pela jovem são os relatos de parentes da vítima de que Verônica teria feito ameaças ao empresário dizendo que se "ele não fosse dela, não seria de mais ninguém".

    Leia tudo sobre: morte empresáriomotelniterói

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG