Corpo de bióloga que morreu durante mergulho é enterrado

Familiares e amigos acusam empresa de negligência; instrutor não teria acompanhado a vítima

Felipe Azevedo, colaboração para o iG |

Resprodução
Corpo de Regina Célia foi sepultado nesta segunda-feira
Foi enterrado final da manhã desta segunda-feira (2), no Cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio de Janeiro, o corpo da professora e bióloga Regina Célia Peralta, de 47 anos, que morreu durante um mergulho em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no último sábado.

Cerca de 70 amigos, familiares, alunos e colegas de trabalho acompanharam a cerimônia em um clima de tristeza e revolta.

Entenda o caso : Bióloga morre durante curso de mergulho na Região dos Lagos

Alba Simon, amiga de Célia e também superintendente de Biodiversidade da secretaria estadual do Ambiente, afirmou que a empresa Tubarão Rio´s não seguia normas previstas para o mergulho.
“Essa empresa chega a mergulhar com 10 pessoas e dois instrutores, quando o ideal seria dois alunos por instrutor. É um excesso de gente para pouco instrutor”, afirmou.

Muito emocionado, o irmão de Célia, Robson peralta, de 40 anos, contou que ela realizava a sua primeira aula de mergulho e acredita a empresa foi negligente. “Segundo me relataram, ela desceu em dupla, só que o mergulhador não era um instrutor, e sim um aluno. Ela afundou, e só a acharam 25 minutos depois, a nove metros de profundidade, com o corpo já sem a válvula na boca”.

O primo de Célio, Renato Sanábio, 40 anos, afirmou que a família, por enquanto, não pretende processar a empresa. “Vamos esperar para que sejam tomadas as providências, para que tudo seja esclarecido. A expectativa é que se faça Justiça e que Deus a coloque no melhor lugar possível.”

Célia não era casada e não deixa filhos. De acordo com amigos, dedicava seu tempo à carreira de professora, na escola municipal Mozart Lago, na Zona Norte da cidade.

O colega de trabalho Wauiner Rodrigues, de 40 anos, professor de História, também acompanhou o enterro e falou sobre Célia. “ Ela era um ser humano formidável, de um coração muito bom. Trabalhei com ela por 3 anos, tinha uma grande dedicação com a educação. Perdemos uma grande professora. Esperamos que ela esteja bem e feliz”.

As investigações sobre a morte da bióloga estão a cargo da 136ªDP (Arraial do Cabo). De acordo com investigadores, a Capitania dos Portos repassou que não havia problemas nos equipamentos usados pela vítima.

O iG entrou em contato com a empresa responsável pelo mergulho, mas não obteve retorno.

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