Confusão em baile funk fere policiais e moradora em favela do Rio

Associação de moradores do Morro do Turano diz que a população está descontente porque os bailes não podem ultrapassar as 22h

AE |

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Pedro Kirilos / Agência O Globo
Policiais militares conversam com moradores do Morro do Turano após confusão em baile funk

Três policiais e uma moradora ficaram feridos após confusão no fim da noite de domingo (14) em um baile funk no Morro do Turano , no Rio Comprido, na zona norte do Rio de Janeiro. A comunidade conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde setembro do ano passado. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança, os policiais militares foram recebidos a pauladas e pedradas, e o Batalhão de Choque foi acionado para controlar o tumulto.

Treze pessoas foram presas. Segundo a secretaria, por volta de 23h30, os PMs da UPP do Turano foram até uma quadra, no alto da comunidade, após "reclamações de moradores" a respeito de som muito alto. Alguns frequentadores reagiram à chegada dos dez policiais, e três militares foram agredidos. Mais cedo, os moradores fizeram uma festa na quadra em comemoração ao Dia dos Pais. Já o baile funk, no entanto, foi realizado sem autorização.

Os policiais da UPP acionaram o Batalhão de Choque, e 20 PMs chegaram para dar apoio. Após mais uma reação dos frequentadores do baile, segundo a secretaria, os militares atiraram com munição não letal (balas de borracha) e borrifaram spray de pimenta. Com o fim da festa, moradores teriam começado a fazer vandalismo pelo Turano, quebrando lixeiras.

Os policiais e a moradora tiveram ferimentos leves e foram encaminhados para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Os detidos, a maioria menores de idade, foram levados para a 18ª DP (Praça da Bandeira), onde o caso foi registrado.

Segundo o presidente da Associação de Moradores do Morro do Turano, Gilson Rodrigues, a população está descontente porque os bailes estão proibidos de ultrapassar as 22h. Ele disse que fez uma solicitação ao comando das UPPs para que liberasse o horário do baile, pelo menos às sextas-feiras e aos sábados.

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