Condenada professora que manteve relações sexuais com aluna

Cristiane Barreiras, 33, deverá cumprir 12 anos de prisão por ter mantido relações sexuas com aluna de 13 anos

Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

Reprodução
Professora faz coração com as mãos com a vítima
A professora de matemática Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, de 33 anos, foi condenada pela 2° Vara Criminal da Capital a cumprir 12 anos de prisão por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. As duas se conheceram em 2010, na Escola Municipal Marechal Rondon, na zona oeste do Rio, unidade em que Cristiane lecionava.

O juiz Alberto Salomão Júnior considerou a professora culpada pelos crimes de estupro de vulnerável e pelo crime ter caráter continuado, ou seja, ter ocorrido mais de uma vez.

Em sua sentença, o magistrado ressaltou o fato de Cristiane não ter negado o crime. Em relação ao depoimento da menor,  afirmou que "efetivamente a acusada satifez a própria lascívia, praticando com a vítima diversos atos libidinosos.

(...) Típica a conduta da acusada, eis que consciente da menoridade da vítima, com esta praticou e a constrangeu, mediante violência presumida, à prática de atos libidinosos diversos da conjunção carnal". 

nullEm seu depoimento, a menor D. disse  que em todos os encontros "havia beijos na boca e toques libidinosos". O juiz considerou também o abalo psicológico da vítima que declarou "sentir grande amor pela acusada e, por tal motivo, pretendia, à época do namoro, com a mesma viver por toda a vida".

Como não foi comprovado que uma amiga da menor presenciou os crimes, Cristiane foi absolvida da acusação de satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente.

O juiz a condenou à pena mínima pelos crimes - 8 anos em regime fechado - ao considerar  "a culpalidade, os antecedentes, a conduta social, a personalidada da agente, os motivos, as circunstâncias e consequências do crime, bem como o comportamento da vítima".

Foram acrescentados mais 4 anos de reclusão pois os encontros foram continuados. A professora não poderá apelar em liberade.

Mãe que fez denúncia

No dia 27 de outubro do ano passado, a mãe da vítima registrou queixa de desaparecimento da filha e disse desconfiar que ela estivesse com a professora, pois as duas trocavam ligações telefônicas com frequencia. 

A mãe já havia feito queixa ao diiretor da Escola Municipal Rondon, onde a jovem estudava, e ele somente a transferiu de unidade, a pedido da Secretaria Municipal de Educação.

Os policiais foram, então, até a casa da educadora e souberam pelo marido da acusada que ela também estava desaparecida. Cristiane foi presa e confessou que estava com a jovem em um motel.

Em seu depoimento, ela acrescentou que vinha se relacionando com a adolescente há cinco meses. Os encontros ocorriam no horário escolar, para evitar que os parentes suspeitassem.

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