Comissão de Direitos Humanos da Alerj cobra MP no caso Sophie Zanger

Deputado Freixo vai ligar para o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, e pedir rigor no caso, que já completou um ano, sem punição a denunciadas

Raphael Gomide e Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Marcelo Freixo (PSOL), vai cobrar do Ministério Público atuação no caso da menina Sophie Zanger, 4, morta há um ano, com traumatismo craniano, após ser vítima de espancamento.

A tia Geovana dos Santos e a prima Lílian dos Santos só foram denunciadas pelo MP por tortura só nove meses após a morte de Sophie , filha do austríaco Sascha Zanger e da brasileira Maristela dos Santos.

Freixo afirmou ao iG que vai telefonar esta tarde para o procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Lopes, para pedir ação do MP sobre o processo.

ARQUIVO PESSOAL
Sophie e o pai, Sascha,na Áustria. Laudo apontou morte por traumatismo craniano
Um ano depois, o caso nem começou a ser analisado pela Justiça. Desde a denúncia, a Justiça ainda nem sequer definiu quem deve julgar o caso. O juiz da vara criminal de Santa Cruz declinou da competência sobre o processo e o enviou para a vara de violência doméstica e familiar contra a mulher, que também o recusou. Desde o dia 10, a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça está com o caso para definir, enfim, a quem caberá julgá-lo. A assessoria do Tribunal Justiça informou que não há previsão de julgamento. O desembargador Cairo Ítalo David, relator do caso, não vai comentar o processo, porque é o relator.

O auto de exame cadavérico do IML (Instituto Médico Legal) feito em Sophie apontou hematomas de até 15 centímetros nas pernas, braços, ombros e nádegas da menina. O motivo da morte foi “pancada com objeto contundente”. Para o delegado Aguinaldo Ribeiro, a criança tinha marcas que caracterizavam agressões constantes, em datas diferentes.

Desde a morte de Sophie, porém, as duas acusadas continuaram soltas.

Para Marcelo Freixo, “o Estado deveria atuar de forma igual independentemente da classe social e da visibilidade de um caso”.

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