Lojas da área mais baixa da cidade estão fechadas e, segundo proprietários, nível de água passou de um metro em algumas delas

Na principal avenida de Teresópolis , na região serrana do Rio de Janeiro, boa parte dos comerciantes passaram o sábado de vassoura, rodo e calculadora na mão. O dia foi de faxina no centro da cidade em função da forte chuva na sexta-feira, que deixou cinco mortos .

A maioria das lojas do trecho mais baixo do município não abriu as portas e funcionários e proprietários tiveram de trocar de serviço, limpando a lama que restou da enchente e calculando o prejuízo com a perda de mercadorias e materiais. Uma dona de loja de produtos ortopédicos, cujo estoque fora reposto na última quarta-feira, estimou suas perdas em R$ 30 mil e acredita que só poderá abrir as portas na próxima quarta.

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Na manhã de sábado, comerciantes tiveram que limpar estabelecimentos e contabilizar perdas
Agência O Globo
Na manhã de sábado, comerciantes tiveram que limpar estabelecimentos e contabilizar perdas
“Quando eu cheguei na loja, vi carros atravessados na avenida, foram levados pela enchente. Na noite de sexta, as funcionárias deixaram a loja com água pelo pescoço”, contou Luciene Cunha, que limpava o estabelecimento com a ajuda de dez funcionários. As principais perdas foram com produtos como palmilhas e materiais descartáveis, como luvas.

Perto dali, Rodrigo Mendonça conseguiu salvar alguns equipamentos de sua loja de venda e manutenção de computadores. Mas perdeu diversos produtos, como roteadores e modem. “A água chegou a mais de um metro de altura. O prejuízo é grande. Não sei se vou poder abrir na segunda-feira porque preciso repor os estoques”, lamentou.

Dono de uma vidraçaria que também produz molduras, Maurício Itaborahy afirmou que não houve tempo para se deslocar até a loja e tentar salvar os produtos quando começou a chuva. Comerciante no local há oito anos, diz ter sido o temporal mais forte que já viu. Além de material para molduras e produtos já finalizados encomendados por clientes, ele também perdeu um carro e uma moto. “A gente fica à mercê da natureza”, resumiu.

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