Comércio abre com atraso no centro do Rio

Funcionários tiveram dificuldades em chegar ao trabalho

Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro |

O Saara, no centro da cidade, uma das principais áreas comerciais da cidade do Rio de Janeiro chegou a abrir com duas horas de atraso devido a bolsões d´água e sujeira nas ruas. O mesmo ocorreu nas ruas próximas.

Após o temporal que atingiu a cidade na noite desta segunda-feira (25) e na madrugada desta terça, o centro amanheceu com ruas alagadas, lama endurecida e muito lixo, o que dificultou a abertura das lojas.

Além disso, os funcionários enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho. O gerente de uma loja de refrigeração localizada na rua do Senado, Dernival Marques, de 48 anos, ficou em um congestionamento durante quatro horas. Morador da Pavuna, na zona norte da cidade, a viagem de ônibus para o trabalho demora cerca de uma hora, mas foi estendida devido a dificuldade no trânsito.

Marques encontrou a mesma dificuldade na noite de ontem, na volta para casa. Com o receio que o mesmo ocorra, hoje ele vai adotar uma estratégia diferente.  "Fecharei a loja mais cedo para tentar chegar com tranquilidade em casa. Ontem foi um sufoco porque fechei a loja 20h, quando começou o temporal”, disse.

Já o funcionário de uma farmácia, Jean Messias, de 17 anos, é morador da serra Grajaú-Jacarepaguá. Com a estrada interditada, teve de descer a

AgênciaO Globo
Trabalhadores andam em meio ao lixo
serra a pé. ”Aquela pedra no meio do caminho parecia que iria rolar a todo instante. Além disso, era muito trabalhador desesperado querendo condução sem achar e tendo que explicar para o chefe que o atraso era por causa da chuva".

A vendedora Kátia Uchôa, de 40 anos, só conseguiu chegar no horário porque mora no prédio ao lado da loja de equipamentos industriais onde trabalha, localizada na rua Moncorvo Filho.

"Tomei um susto porque encontrei a loja praticamente toda alagada. Foi um trabalhão retirar a água e a sujeira que se acumularam", contou.
"Há oito anos que trabalho aqui e vejo essa mesma história se repetir", acrescentou Kátia.

Limpeza nas ruas

Para Fátima Antunes, funcionária da Comlurb há dois anos, o dia vai ser de muito trabalho. "O dia vai ser longo e temos que correr contra o tempo para recolher toda essa sujeira das ruas antes que caia outro temporal", disse enquanto tenta retirar o barro acumulado nos bueiros na rua do Rezende. "O normal é ter um gari em cada área. Hoje, recebemos a orientação de ficarmos em grupo de cinco funcionários para dar conta de tudo", contou.

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