Episódio ocorrido há 14 anos na Cidade de Deus ficou conhecido como "muro da vergonha"

O chefe operacional do Estado Maior, tenente-coronel Álvaro Garcia, assumiu interinamente o comando-geral da Polícia Militar enquanto o coronel Mário Sérgio Brito Duarte estiver afastado por questões médicas . Há 14 anos, Garcia ocupava o posto de major do 18º BPM (Jacarepaguá) e chegou a ficar preso por ter comandado uma sessão de agressões na Cidade de Deus.

Registrado por um cinegrafista amador, o caso ficou conhecido na época como “muro da vergonha”. As imagens mostravam 11 moradores sendo agredidos com tapas no rosto e joelhadas por cinco policiais comandados por Garcia.

O tenente-coronel passou seis meses na carceragem do Batalhão de Choque antes de ser condenado a um ano e dez meses de prisão. O oficial conquistou, no entanto, o direito de gozar a pena em liberdade e passou a exercer serviços internos na PM. Em 2003, o então secretário estadual de Segurança, Anthony Garotinha convidou o tenente-coronel a comandar o 22º BPM (na época Benfica, hoje Maré).

A previsão é de que Garcia ocupe interinamente o comando-geral da PM até o próximo dia 27 de outubro, quando o coronel Mário Sérgio Brito Duarte voltará da licença médica. Ele se recupera de uma cirurgia para a retirada de um nódulo na próstata.

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