Comandante do Corpo de Bombeiros diz que vai se reunir com a categoria

Coronel Sérgio Simões afirmou que terá encontro com três representantes do movimento na noite de hoje

iG Rio de Janeiro |

Márcia Foletto / Agência O Globo
Bombeiros fizeram nova manifestação em frente da Alerj nesta terça-feira
O comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sergio Simões, anunciou na tarde desta terça-feira (7) que vai se reunir esta noite com três representantes do movimento que a categoria está fazendo por melhores salários.

"O principal problema apontado por eles foi a falta de diálogo. Então, abri este canal para conhecer as reivindicações. Assim, o quanto antes eu tiver um projeto para apresentar ao governador, melhor", disse o oficial.

O comandante geral da corporação também comunicou que esteve reunido hoje com os 439 bombeiros presos acusados de invadir o Quartel Central da corporação na última sexta-feira (3). Ele explicou que a decisão de soltá-los cabe apenas à Justiça Militar

"Expliquei a eles que eu não posso tomar essa decisão. Sugeri que eles fossem transferidos para suas unidades, mas não aceitaram", afirmou Sergio Simões. Os bombeiros estão detidos em uma unidade de Niterói.

Pela manhã, os bombeiros disseram que não aceitariam negociar com o novo comandante . Afirmaram ainda que só negociariam se os colegas presos fossem soltos. A categoria quer um aumento do piso líquido de R$ 950 para R$ 2 mil.

Justiça

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro ingressou hoje na Auditoria da Justiça Militar com pedido de relaxamento de prisão e de liberdade provisória dos 439 bombeiros presos.

Segundo o órgão, o pedido de relaxamento de prisão foi feito porque, até o momento, a Defensoria não recebeu o auto de prisão em flagrante dos militares, o que tornaria a medida ilegal. Para os integrantes da Casa, a demora na comunicação não se justifica nem mesmo com o número elevado de detidos.

Já no pedido de liberdade provisória, a Defensoria afirmou que a prisão dos militares é desnecessária sob argumento de que, uma vez que num Estado Democrático de Direito, a regra é que o réu responda ao processo em liberdade, só podendo ser preso após a condenação transitada em julgado. Além disso, na opinião do órgão, a prisão provisória é uma medida excepcional, não podendo ser aplicada como forma de punição antecipada.

Os defensores entendem que os bombeiros exercem atividade lícita e estável como servidores públicos.

Pedido

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) solicitou hoje informações ao governador Sérgio Cabral sobre a prisão dos bombeiros. O deputado federal paranaense Fernando Francischini (PSDB) entrou no órgão com um pedido de liberdade para os militares presos.

O Tribunal de Justiça do Rio negou no último domingo (5) o pedido de liberdade para um dos bombeiros presos.

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