Colisão anterior de bonde e dor de cabeça salvam dois da tragédia

Sargento da PM ficou cuidando de boletim da batida de ônibus e vendedora se sentiu mal minutos antes de pegar transporte

Raphael Gomide e Anderson Ramos, iG Rio de Janeiro |

Reginaldo Pimenta/Agência O Globo
Acaso pode ter salvo um PM e uma vendedora da tragédia
A colisão de um ônibus com bonde em Santa Teresa, antes do acidente que matou cinco pessoas e feriu 57, neste sábado, pode ter salvado a vida de um sargento da Polícia Militar que serve no destacamento de PM.

O praça - que não teve o nome revelado - deixou de seguir no bonde, fazendo a segurança de turistas, para cuidar do boletim Brat (Boletim de Registro de Acidente de Trânsito). Assim, salvou-se da tragédia.

Como Santa Teresa é um bairro turístico e, nos fins de semana, a visitação se intensifica, a unidade da PM local designa sempre um policial fardado para viajar no bonde, com o objetivo de inibir furtos e roubos – antes comuns na região.

Na tarde de ontem, porém, o sargento que faria o trabalho acabou ficando retido com o registro da colisão do bonde com um ônibus.

Arte iG
Bondinho que se acidentou Santa Teresa estava superlotado, de acordo com as primeiras conclusões das investigações

A vendedora Lleide Costa, 36 anos, que mora na Rua Joaquim Murtinho – onde ocorreu o acidente –, também se “beneficiou” de uma dor de cabeça repentina, momentos antes de sair de casa e tomar o bondinho em direção ao Centro, onde ia assistir a uma apresentação no Theatro Municipal.

"Fiquei com uma forte dor de cabeça na hora de sair e descansei por alguns minutos. Em seguida, ouvi os gritos e uma enorme explosão. Logo um amigo me ligou perguntando onde eu estava e me contou o que tinha acontecido. Ajudei a socorrer as pessoas", relatou.

“Foi um livramento de Deus, eu poderia estar morta" Lleide ja estava pronta para sair para o teatro municipal para uma apresentação.

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