Cinco dos sete fugitivos da Polinter são suspeitos de integrar milícias

Um deles havia sido preso na última segunda-feira, em Inhaúma, com três fuzis

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Polinter do Grajaú, que registrou fuga de sete detentos na noite de ontem
Ao menos cinco dos sete presos que fugiram da carceragem da Polinter, no Grajaú, na zona norte do Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira (28), são suspeitos de integrar milícias que atuam em comunidades cariocas.

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Na fuga, os presos renderam os policiais que estavam de plantão e fugiram levando um fuzil, seis carregadores e o revólver de um dos agentes.

De acordo com a relação divulgada pela Polícia Civil, a reportagem do iG levantou que Marcos de Faria Pereira, conhecido como Cabeça, e Lindemério da Silva Teixeira haviam sido presos durante uma operação da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) em setembro do ano passado para desarticular uma milícia que atuava no morro do Dezoito, em Água Santa, na zona norte.

Identificado pela polícia como outro fugitivo, Rodolfo Rodrigues dos Santos, havia sido preso na última segunda-feira (23) na favela Águia de Ouro, em Inhaúma, na zona norte carioca, também controlada por milicianos. Com ele, foram apreendidos na ocasião, três fuzis.

André Biggi da Costa, outro preso que escapou, segundo a Polícia Civil, havia sido preso no dia 29 de dezembro do ano passado na rua do Souto, em Quintino, na zona norte, portando uma pistola. A área também é dominada por um grupo paramilitar.

Na ocasião, de acordo com os autos do processo a que ele responde na Justiça, a polícia recebeu informações de que ele seria miliciano, que estaria ameaçando pessoas na rua e guardaria em sua casa outros armamentos. Em sua residência, os policiais acharam dois carregadores com 65 munições.

Outro fugitivo identificado pela polícia, Roberto Fonseca Barbosa, foi preso em fevereiro do ano passado na rua Pinto Teles, em Campinho, na zona norte, região também dominada pela milícia. Na ocasião, ele portava uma pistola.

Dois outros presos que fugiram foram identificados como Felipe Corrêa de Souza Fernandes e Henrique da Silva Rocha. A reportagem do iG não conseguiu identificar se eles também são suspeitos de ligação com milicianos.

Suposta invasão à favela

A fuga dos supostos milicianos ocorreu um dia após surgirem denúncias de que um grupo paramilitar teria invadido o Complexo do Campinho, na zona norte, que reúne as comunidades do Fubá, Divino e Campinho.

Segundo relatos de moradores, a suposta invasão ocorreu na noite de quinta-feira (27) e contou com cerca de 30 homens armados, inclusive com fuzis.

De acordo com as denúncias, milicianos que deixaram o local após uma operação policial no início do ano participaram da suposta invasão e contaram com o apoio de bandidos do morro da Mangueira, na zona norte, que é dominado pelo tráfico e ganhará uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) em novembro.

Os relatos indicam que, durante a suposta invasão, os bandidos teriam destruído cerca de 70% das fantasias do bloco carnavalesco Campinho Imperial, cuja sede fica no interior do complexo.

Procuradas pelo iG , as polícias Civil e Militar disseram desconhecer a suposta invasão às comunidades do Campinho.

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