Cidades serranas menores também sofrem com chuvas

São José do Vale do Rio Preto registrou 4 mortes; represa teve de ser aberta em Areal

Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

“Pedimos ajuda ao governo do Estado, mas até agora não recebemos resposta. A situação é de calamidade pública”, disse o secretário de Governo do município de Areal, Igor Bastos da Silva, ao iG, na tarde desta quinta-feira (13).

Areal, cidade próxima a Itaipava, distrito de Petrópolis, na região serrana, não teve óbitos. Mas três comportas de uma represa que pertence a uma concessionária de energia elétricade tiveram que ser abertas devido ao grande volume de água.

“Retiramos os moradores da região ribeirinha para eles saírem de casa. A água tomou conta de tudo ontem pela manhã e ainda não abaixou”, disse Silva.

Cerca de 1.500 pessoas estão desalojadas e foram abrigadas em igrejas e escolas da cidade.
A cidade de Sapucaia também foi atingida pela abertura das comportas. No distrito de Anta o nível da água atingiu mais de 6 metros. As localidades mais atingidas foram as conhecidas como Vasquinho e Pantanal.

Agentes da prefeitura também avisaram os moradores que conseguiram sair das casas antes do alagamento. Não houve mortes.

Já na cidade de São José do Vale do Rio Preto, cerca de 20 mil moradores estão isolados. A morte de quatro pessoas foi confirmada. Cerca de 1.200 pessoas estão desabrigadas.

O prefeito da cidade, Adilson Faraco, utilizou durante toda a quarta-feira (13) o gabinete da cidade vizinha, Sapucaia, para entrar em contato com a Defesa Civil Estadual.

Um assessor afirmou que Faraco só conseguiu chegar a Sapucaia por um jipe. Ele voltou para São José do Vale do Rio Preto na manhã desta quinta-feira e, desde então, não teria entrado mais em contato.

“A prefeitura de São José do Vale do Rio Preto foi inundada. Nenhum telefone funciona, não tinha luz até o início da manhã. Confirmamos quatro mortos, mas há muitos desaparecidos ainda”, disse o assessor, que não quis se identificar.

Em Sumidouro as principais vítimas foram moradores dos distritos de Campinas e Vila Dona Mariana.
De acordo com a prefeitura, uma tromba d'água subiu o nível do Rio Paquequer, afluente do Paraíba do Sul, e inundou a cidade.

Até as 19h desta quinta-feira, 19 vítimas haviam sido identificadas e outras 6 estavam desaparecidas. Mais de 1.500 estavam desabrigadas.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, a queda de barreiras nas estradas e a grande quantidade de lama dificulta a chegada de ajuda.

O governo estadual afirmou que irá enviar ajuda, mas a prioridade é para as cidades mais atingidas.

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