Chuva em Itaipava mata 8 pessoas de família de executivo do Icatu

Três filhos, pais, irmã, cunhado e sobrinho estão entre as vítimas; babá também morreu

iG Rio de Janeiro |

Entre as dezenas de vítimas das chuvas desta quarta-feira (12) na região Serrana do Rio de Janeiro estão oito familiares do economista Erik Conolly de Carvalho, executivo da holding do Grupo Icatu . Ele perdeu três filhos, os pais, a irmã, o cunhado e o sobrinho. A babá do sobrinho também está entre as vítimas. Nas redes sociais, amigos lamentaram e homenagearam as vítimas.

O executivo não estava na casa, no Vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis. A região abriga luxuosas mansões de veraneio e pousadas chiques. A casa em que estava a família de Erik pertence a Ângela Gouvêa Vieira, cunhada de Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).

Entre as vítimas está a irmã de Erik, a estilista e designer Daniela Conolly, de 39 anos, criadora da marca Koolture , o marido de Daniela, Alexandre França, e o filho do casal, João Gabriel. Três filhos de Erik, com idades entre 1 ano e 9 anos, também morreram na tragédia. Assim como os pais dele, Armando Erik e Kitty Carvalho. Armando Erick foi ex-diretor da Atlântica Boavista.

A colunista Lu Lacerda conta que Daniela "se formou em Design Gráfico em 1996, pela Parsons School of Design, em Nova York. Morou 10 anos fora do Brasil, oito deles em Manhattan, onde trabalhou com design para publicidade – assinando por três vezes consecutivas a programação visual da semana de moda nova-iorquina -, e para o mercado editorial, em empresas como a Condé Nast Publications, Newsweek e Ink & Co".

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Daniela Conolly

Ex-diretora geral do Fashion Rio e atual responsável pelo Fashio Business, Eloysa Simão lembrou ter visto a produção de Daniela no Rio Moda Hype. "Era uma pessoa muito delicada e dedicada. Sempre me chamou atenção pelo seu trabalho".


Rio transbordou

Segundo relatos de amigos da família, a tragédia foi provocada pelo transbordamento do rio Cuiabá, causado pelo temporal intenso na noite de terça-feira (11) e quarta-feira (12). A cheia do rio também teria afetado outras casas da propriedade da família Gouvêa Vieira. Em abril do ano passado, coincidentemente, três casas da família, no Jardim Botânico, também foram afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a cidade.

A mulher e a filha mais velha do executivo da holding do Grupo Icatu sobreviveram e foram levadas de helicóptero para um hospital na zona sul do Rio de Janeiro, onde estão internadas. Elas seriam as duas únicas sobreviventes da casa, segundo informações ainda não confirmadas.

Nas redes sociais, amigos de Daniela se manifestam sobre a morte da estilista. Um dos primeiros a postar uma mensagem no twitter foi o estilista Carlos Tufvesson. “A moda carioca perde uma estilista vitimada pelas enchentes de Teresopolis. Dani Conolly descanse em paz!”.

O deputado federal Bernardo Ariston (PMDB-RJ), amigo de Alexandre França, escreveu no Facebook. “Cara nao to acreditando nessa história !!! Esse cara é meu amigo de infância, brincamos muito juntos, jogamos bola e fizemos muitas tentativas de ensaio. Um cara de uma boa índole e de uma Familia 1000. Que tristeza, meus sentimentos !!! É complicado escrever numa hora dessas !!!”

Pousada é destruída pela chuva

Há 26 anos em Itaipava, a pousada Tambo Los Incas, uma das mais tradicionais da região, foi completamente destruída pelas águas do Rio Cuiabá, que transbordou na madrugada desta quarta-feira (12). A proprietária Gilka Leite Garcia conversou por telefone com o iG e disse que somente um vigia estava no local no momento da inundação e conseguiu sair. “Graças a Deus ninguém morreu nem ficou ferido, mas a pousada foi inundada”, lamentou.

No site oficial do estabelecimento, um comunicado informa: “Devido às fortes chuvas que atingiram a Região Serrana e, em especial o Vale do Cuiabá, lamentamos informar que não teremos condições de atender aos nossos hóspedes e clientes por um longo período”.

Muito abalada, no entanto, Gilka afirma que a pousada de luxo – o pacote de três dias no final do ano saía por R$ 2.535, sem taxas – não será mais reaberta. “Não dá pra reconstruir para depois correr o risco de isso acontecer novamente”, disse.

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