Chefe do tráfico em favelas do Rio é preso na capital paulista

Traficante conhecido como Kiko foi flagrado ontem no bairro de Itaquera. Ele mantinha negócios no Paraguai e na Bolívia

iG Rio de Janeiro |

Bruno Gonzalez/Agência O Globo
Kiko chefiava morros do Fallet e do Fogueteiro, em Santa Teresa
Um dos traficantes mais procurados do Estado do Rio de Janeiro, Flávio Pedro da Silva, de 43 anos, o Kiko, foi preso na última quarta-feira (17) no Itaquera, bairro da capital paulista.

Segundo as investigações, Kiko comandava os morros do Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa, na região central da capital fluminense, que foram ocupados recentemente por UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Ele fugiu primeiramente para o Nordeste e depois foi para São Paulo.

A polícia tem informações de que o traficante mantinha negócios no Paraguai e Bolívia para compra de entorpecentes e armas e vem sendo investigado por tráfico internacional de drogas. É suspeito de, em janeiro do ano passado, ter comandado um ataque a policiais militares na Cidade Nova quando um PM acabou morto. A ação foi uma represália à morte de seu filho de 17 anos durante uma operação policial.

Kiko foi preso em 2006 na cidade de Florianópolis no estado de Santa Catarina, quando ia à praia. Em 2005, ele ordenou roubos a motoristas na avenida Paulo de Frontin, na entrada do Túnel Rebouças, no Rio Comprido, na zona norte.

Na época, a Justiça determinou o sequestro dos seus bens, composto por sete imóveis e uma boate em Santa Catarina avaliados em R$ 1,2 milhão e um apartamento em Botafogo (zona sul) no valor de R$ 400 mil. As investigações apontaram que Kiko mantinha três empresas, em Maricá e Niterói, cidades da região metropolitana e no bairro do Rio Comprido, para praticar crimes de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela 21ª Vara Criminal da Capital pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico. Kiko tem 15 anotações criminais, entre elas, três homicídio, tráfico e associação para o tráfico, lesão corporal, ameaça e formação de quadrilha. Para o titular da distrital, essa foi uma importante prisão para o enfraquecimento do tráfico e quebra na liderança da facção criminosa.

A Secretaria de Segurança vai solicitar à Justiça a transferência de Kiko para um presídio fora do Estado.

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