Caso Juan: família de baleado também entra em programa de proteção

Chuva forçou o cancelamento das buscas ao menino Juan nesta segunda-feira; chão molhado atrapalha trabalho de cães farejadores

iG Rio de Janeiro |

Reginaldo Pimenta/Agência O Globo
Faixa com foto de Juan em frente da sede da Assembleia Legislativa
A família de Wanderson de Assis, de 19 anos, ingressou no Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Wanderson foi baleado em um tiroteio entre policiais e traficantes na favela Danon , em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 20 de junho.

Na ocasião, Juan de Moraes , de 11 anos, desapareceu. A família do menino ingressou na semana passada no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte (PPCAM). O irmão mais velho de Juan, Wesley de Moraes, também foi baleado durante o tiroteio.

Nesta segunda-feira (4), policiais suspenderam as buscas a Juan. A chuva que atinge o Rio de Janeiro desde a noide de domingo, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, atrapalha o trabalho dos cães farejadores.

PMs estiveram reunidos pela manhã para avaliar o trabalho de busca e traçar novas estratégias. O coronel Sérgio Mendes, comandante do batalhão de Mesquita (20º BPM), informou que o serviço de inteligência da PM não recebeu nenhuma informação nova sobre o caso.

Neste domingo, novas buscas foram realizadas em uma região conhecida como Lagoa Azul, localiza em um trecho entre os municípios de Nova Iguaçu e Queimados. A ação foi realizada com o auxílio de cães farejadores, mas nada foi encontrado.

Na madrugada desta segunda, PMs do 20º BPM prenderam cinco homens na casa de espetáculos Via Show, em São João de Meriti, também na Baixada. Contra dois deles havia mandado de prisão. De acordo com os policiais, um dos dos presos, identificado como Lico, seria gerente de tráfico na comunidade chamada de Km 32.

Com o grupo os policiais apreenderam uma pistola 380. O caso foi registrado nelford Roxo (54ª DP). A polícia quer investigar se os detidos têm ligações com o desaparecimento de Juan ou se possuem informações sobre o caso.

Na última sexta-feira (1), a chefe de Polícia do Rio, delegada Martha Rocha, informou que 38 pessoas foram ouvidas no inquérito que apura o caso.

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