Caso Juan: baleado deixa hospital sob escolta da polícia

Wanderson, de 19 anos, entrou em programa de proteção; ele disse ter visto Juan, que ainda está desaparecido, ser baleado

iG Rio de Janeiro |

Considerado como testemunha na investigação que tenta desvendar o sumiço do menino Juan de Moraes , de 11 anos, no último dia 20, durante um tiroteio entre policiais e traficantes na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, recebeu alta médica e deixou o hospital protegido por policiais.

Wanderson recebeu três tiros durante o tiroteio e estava internado até este domingo (3) no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, também na Baixada. Ele e sua família foram incluídos Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (PROVITA). O pai e a mãe do jovem, José  Antônio de Assis e Rita da Silva, também estão sob proteção.

Na época do tiroteio, Wanderson chegou a ser apontado pela polícia como traficante. Porém, ele obteve liberdade provisória depois que a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro apresentou provas de que ele é trabalhador.

Em entrevista a uma emissora de TV carioca, no domingo, Wanderson afirmou que viu o momento em que Juan foi baleado. Em seu relato, ele disse acreditar que o menino Juan foi atingido por policiais.

Junto com o irmão Wesley, de 14 anos, Juan voltava da casa de um amigo quando ocorreu o confronto. Eles passavam por um beco entre duas casas quando foram alvejados. Wesley conseguiu escapar e pedir ajuda. Juan desapareceu .

Em depoimento à polícia, Wesley contou que viu o irmão caído e sujo de sangue depois de tomar um tiro no pé. Wesley disse que tentou ajudar o caçula, quando foi atingido mais uma vez pelos disparos e, depois disso, não viu mais Juan.

Policiais suspenderam as buscas por Juan nesta segunda-feira (4) . A chuva que atinge o Rio de Janeiro desde a noide de domingo, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, atrapalha o trabalho dos cães farejadores.

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