Caso Juan: até agora, só Wanderson participou de reconstituição

Trabalho começou por começou às 11h na Favela Danon e, embora convocado, irmão da vítima não participou; PMs suspeitos vão à noite

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Futura Press
Polícia faz a reconstituição da morte do menino Juan, na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
Iniciada por volta das 11h desta sexta-feira (8), a reconstituição do desaparecimento do menino Juan Moraes, de 11 anos, na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, não contou com a participação de Wesley, de 14 anos, irmão da vítima. Embora a polícia tenha dito que o jovem participaria, ele não compareceu. Wesley, que é testemunha do crime, está sob programa de proteção.

De muletas e com o rosto coberto por capuz e óculos, outra testemunha do tiroteio que terminou com a morte de Juan acompanhou a primeira parte dos trabalhos. Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, também está sob programa de proteção.

Cerca de 30 policiais civis, além do corregedor-interno da PM, coronel Ronaldo Menezes, acompanham os trabalhos, que também serão feitos à noite, quando quatro PMs suspeitos pela morte de Juan vão participar.  Para evitar que eles combinem versões, cada um participará isoladamente da reconstituição.

AE
Uma das vítimas do tiroteio entre policiais militares e traficantes participa da reconstituição
Juan desapareceu no dia 20 de junho após ter sido supostamente baleado em um confronto entre PMs e traficantes na Danon. No tiroteio, um suspeito morreu e duas pessoas foram baleadas, entre elas Wesley, que contou ter visto o irmão baleado.

Na última quarta-feira (6), a Polícia Civil confirmou a morte de Juan. Foi divulgado que um corpo achado na semana passada no rio Botas, em Belford Roxo, também na Baixada, era do garoto desaparecido. Anteriormente, a perícia havia informado que o cadáver era de uma menina.

O corpo de Juan foi enterrado na noite de ontem. O sepultamento estava previsto para a manhã de hoje mas foi antecipado por questões de segurança já que a família do garoto está sob proteção.

Os quatro PMs que participaram do confronto em que Juan foi supostamente baleado foram afastados do batalhão de Mesquita (20º BPM).

Ato em Copacabana

Hoje, pela manhã, a ONG Rio de Paz fez um ato cobrando explicações sobre a morte de Juan na praia de Copacabana, na zona sul da capital.

Paulo Nicolella/Agência O Globo
Ato na praia de Copacabana questiona quem matou Juan

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