Caso Joanna: Pai e madrasta não irão a júri popular

Eles são acusados de crimes como tortura e homicídio qualificado por meio cruel. Menina morreu em 13 de agosto do ano passado

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Joanna Cardoso, em foto tirada pelo celular da mãe
O juiz do 3º Tribunal do Júri da Capital do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Murilo André Kieling Cardona Pereira, determinou no início desta semana que André Rodrigues Marins e Vanessa Maia Furtado, respectivamente pai e madrasta da menina Joanna Marins, não irão a júri popular. Os autos serão distribuídos a uma das varas criminais do município do Rio.

Eles são acusados de tortura  e homicídio qualificado por meio cruel. Os autos serão distribuídos a uma das varas criminais da Capital. Joanna morreu no dia 13 de agosto, vítima de meningite, no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, aos cinco anos de idade.

Segundo o magistrado, os crimes em que André e Vanessa são acusados não mais fazem parte da competência do Tribunal do Júri, por não se tratar de delito contra a vida. “Este juízo é absolutamente incompetente para qualquer exame da matéria”.

O caso Joanna teve grande repercussão. A criança foi internada no dia 17 de julho com um quadro de convulsões, hematomas nas pernas e marcas de queimadura – aparentemente feita por cigarros – nas nádegas e no tórax.

A menina foi atendida pelo falso médico Alex Sandro da Cunha. Ele prescreveu medicações de uso controlado para a garota e lhe deu alta mesmo com ela estando desacordada. Alex está preso.

Após a sua morte, a polícia descobriu que Joanna sofria maus-tratos durante o tempo que morou com um pai. Uma babá disse ter visto uma vez a menina toda enrolada em fita crepe e suja de fezes.

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