Carta mostra premeditação; polícia diz que é cedo para conclusões

Chefe da Polícia Civil do Rio afirma que todas as provas do massacre em escola no Rio ainda estão sob análise

iG São Paulo |

Futurapress
Atirador era ex-aluno da escola
A carta deixada pelo homem que abriu fogo contra alunos de uma escola no Rio e cometeu suicídio em seguida deixa evidente a premeditação do crime, segundo informações da Polícia Militar. Apesar dos indícios trazidos pelo documento, a chefe da Polícia Civil do Rio, Marta Rocha, insistiu que é cedo interpretações. "A carta e outros elementos ainda estão sendo investigados. Ainda é cedo para tirar qualquer tipo de conclusão", afirmou. 

O tenente-coronel da PM, Ibis Pereira, relatou que o documento está confuso e desconexo. "Ele deixou uma carta assinada como Wellington Menezes de Oliveira, sem nenhum sentido, que mostra que entrou determinado a fazer um massacre, uma chacina", afirmou Pereira, em entrevista à rádio Estadão ESPN. Em um dos trechos do documento, com forte teor de fanatismo religioso, o atirador diz ser portador do vírus HIV e declara que via "impureza nas crianças", segundo o porta-voz da PM.

Baseado no conteúdo da carta, o porta-voz da PM disse avaliar que o suspeito deveria ter um desvio de personalidade. "Ele era um fanático religioso, um quadro de demência religiosa. Ele via nas crianças algo impuro. Só um desvio de personalidade explica um comportamento sociopata dessa natureza. Um ato de estupidez", afirmou Pereira.

Com informações da Agência Estado

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