Carta de atirador sugeria possível suicídio

Segundo tenente-coronel da PM, a carta dizia que o atirador que invadiu uma escola no Rio "poderia fazer besteira com ele mesmo

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

A carta encontrada com o atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, era desconexa e sugeria um possível suicídio, de acordo com o tenente-coronel da PM Djalma Beltrame, que viu o documento e o entregou a policiais da Delegacia de Homicídios. Comandante do 14º Batalhão (Bangu), responsável pelo policiamento em Realengo, Beltrame foi um dos primeiros policiais a chegar ao local, por estar a caminho do trabalho.

“A carta dizia que ele podia fazer besteira com ele mesmo, como fez. Era uma coisa de pessoa alucinada, um maluco, não entendi nada do que estava escrito. Não é coisa de brasileiro, do meu povo”, disse.

O tenente-coronel negou que houvesse referências ao islamismo no texto, como chegou a ser dito inicialmente.

Segundo o oficial, ao ouvir os primeiros disparos, professoras trancaram as portas das salas de aula. Outras levaram os alunos para o auditório. “Foi uma ação louvável, porque ele ia matar outras pessoas." 

O oficial comandou uma vistoria à escola e ajudou a evacuar o prédio e a tirar crianças de lá. Mais de cinco horas depois, o tenente-coronel se emocionou ao recordar os momentos presenciados. “Foi uma cena que nunca vou esquecer. Em 26 anos de polícia, nunca vi nada que tenha me chocado tanto. Fico engasgado ao me lembrar.”

Segundo Beltrame, o criminoso tinha muita munição e estava pronto para matar mais pessoas.

“Se esse policial não tivesse chegado, teríamos ainda mais mortos.”

Leia a íntegra da suposta carta deixada por Wellington Menezes de Oliveira .

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