Cariocas protestam contra interdição de ruas para filme

Moradores e comerciantes protestaram contra interdição de ruas e fechamento de lojas para filmagens do filme Crepúsculo

AE |

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Protestos de moradores e comerciantes, inclusive incendiando banheiros químicos, contra interdição de ruas e fechamento de lojas formaram um cenário inesperado para as filmagens de "Amanhecer", quarta película da saga vampiresca adolescente "Crepúsculo", nas ruas da Lapa, bairro boêmio do Rio, na madrugada de hoje. 

Alguns manifestantes reclamavam de não terem sido avisados de que teriam de apresentar comprovantes de residência para voltar para as suas casas, enquanto os negociantes locais criticavam a quantia de apenas R$ 100 que receberam da produção pela noite de trabalho perdida. Também contribuiu para a confusão a atuação de ladrões, que aproveitaram a aglomeração para agir.

 Cerca de 350 figurantes participaram das filmagens. O cenário tentava reproduzir uma noite na Lapa, com o casal protagonista (o vampiro Edward Cullen, interpretado pelo galã juvenil Robert Pattison, e a humana Bella Swan, representada pela musa jovem Kristen Stewart) em uma roda de samba, com um saxofonista tocando "Garota de Ipanema" e barraquinhas de bebida.

Os astros chegaram por volta de meia-noite em dois carros blindados e escoltados por duas viaturas da Polícia Militar (PM). Fãs e moradores ocuparam marquises e sacadas para acompanhar os trabalhos. À noite, o Batalhão de Choque foi chamado por causa do excesso de pessoas e furtos. Uma figurante alcoolizada foi retirada do set. As gravações acabaram por volta das 6 horas.

 "Estamos nos sentindo seguros e protegidos aqui. As filmagens ocorreram sem qualquer problema. Optamos por filmar na Lapa, pois não queríamos um lugar excessivamente filmado, e o objetivo era captar o incrível espírito das ruas do Rio", disse o diretor do filme, Bill Condon, em conversa com jornalistas hoje, tentando, com outros estrangeiros e brasileiros, minimizar os incidentes.

O diretor-presidente da Rio Filme, Sérgio Sá Leitão, falou que a equipe de filmagem não teve nenhum conhecimento dos incidentes. "Os moradores e comerciantes foram contatados com antecedência e demonstraram um grande apoio. Algumas pessoas esqueceram de portar os comprovantes e não foram autorizadas a circular no set de filmagem. Os banheiros químicos pegaram fogo às 15h15 e a filmagem começou às 23 horas (de ontem)", afirmou.

Após a madrugada de filmagens a equipe seguiu ontem para uma mansão de 15 quartos em um condomínio fechado, no Saco de Mamanguá, em Paraty.

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