Cápsulas recolhidas em favela onde Juan desapareceu eram de fuzis da PM

Informação poderá afastar possibilidade de confronto mas polícia ainda não se pronunciou

iG Rio de Janeiro |

Aline Custódio/Agência O Globo
Mãe mostra foto do menino Juan Moraes, de 11 anos. Ele desapareceu no dia 20 de junho e o corpo foi achado na semana passada dentro de um rio
O exame balístico feito pelo ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli da Polícia Civil) feito em cápsulas recolhidas na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde o menino Juan Moraes, de 11 anos, teria morrido, indicam que as balas saíram de dois fuzis usados por policiais militares.

A informação poderá afastar a possibilidade de ter havido um confronto entre PMs e traficantes na noite do dia 20 de junho quando Juan desapareceu. No suposto tiroteio, um traficante morreu, o irmão de Juan, Wesley, de 14 anos, e Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, foram baleados. O caso foi registrado na delegacia de Comendador Soares (56ª DP) como auto de resistência (morte em confronto com a polícia).

Wesley contou que viu Juan caído e ferido no chão. Depois isso, não soube mais do irmão. O corpo do menino foi achado na semana passada no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Procurada pelo iG para comentar sobre o laudo, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que o órgão só vai se pronunciar oficialmente após as conclusões das investigações.

Quatro PMs envolvidos diretamente no caso foram afastados do batalhão de Mesquita (20º BPM) onde eram lotados e estão em disponibilidade. O ICCE, no entanto, não divulgou de quais PMs seriam as cápsulas.

A polícia ainda não divulgou o resultado do laudo sobre o sangue que foi achado em viaturas da PM que circularam pela Danon naquela noite.

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