Cabral: `Não tem pirotecnia, tem muita transpiração'

Governador do Rio pede à população que tenha a calma, e diz que o governo vai manter enfrentamento diante de novos ataques

iG Rio de Janeiro |

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, pediu que a população do Estado não entre em pânico e mantenha a rotina, apesar dos ataques criminosos registrados em diversas regiões do Estado. "Mantenham a calma, mantenham a rotina. É a melhor resposta. Tudo o que o marginal quer é provocar o pânico", disse ele, em entrevista por telefone à rádio "CBN" na manhã desta quarta-feira (24). "Evidentemente que alguém que está no trânsito e é abordado pelo marginal entra em desespero, claro. Mas não vamos nos acuar. Vamos superar esse momento que o Rio de Janeiro enfrenta", afirmou o governador.

Sérgio Cabral voltou a afirmar que as ações criminosas "são manifestações desesperadas de tentativa de enfraquecimento de nossa política de segurança". E afirmou que a Secretaria de Segurança Pública vai manter a política de enfrentamento, com operações em favelas e nas ruas do Estado.

Cabral reafirmou que as pacificações nas favelas controladas por traficantes de drogas serão levadas à frente e afirmou: "Não vão nos inibir".

Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista:

Enfrentamento aos ataques :
"A maioria dos policiais está nas ruas. Estão se empenhando para defender a todos nós. Estou em contato permanente com o Mariano ( José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio ). Nossa equipe de segurança pública é extraordinária, corajosa e tem enfrentado tudo com rigor."

Planejamento :
"Vamos continuar com a política de inteligência comandada pela Polícia Civil, com o apoio da Polícia Federal, das Forças Armadas. Temos um gabinete de crise, que está sob o comando do secretário Mariano. E, evidentemente, manteremos as ações permanentes, que não se esgotam quando terminarem os ataques. Não tem acordo. Disse isso em março de 2007. Não tem paz falsa. Vamos continuar nessa luta para garantir paz verdadeira para a população. É uma política difícil porque muda a lógica de segurança e muda financeiramente o poder paralelo. Mas temos que enfrentar essa situação."

Sensação de insegurança:
"Peço a população muita serenidade, tranquilidade. Estamos enfrentando uma ação desesperada. Os marginais achavam que nossas primeiras ações eram temporárias. Agora, caiu a ficha. Mantenham a calma, mantenham a rotina. É a melhor resposta. Tudo o que o marginal quer é provocar o pânico. Evidentemente que alguém que está no trânsito e é abordado pelo marginal entra em desespero, claro. Mas não vamos nos acuar. Vamos superar esse momento que o Rio de Janeiro enfrenta. São manifestações desesperadas de tentativa de enfraquecimento de nossa política de segurança."

Transferência de presos:
"Hoje estão seguindo mais oito presos para fora do Rio de Janeiro. Não se tinha esse hábito no Rio de Janeiro. Quando enviei a primeira leva de marginais para Catanduvas, me dei conta de que era um feito histórico. De lá para cá, temos vários criminosos, milicianos, em presídios federais. Isso é uma política de rotina de quebrar esse elo da marginalidade."

Ajuda do governo federal:
"Falei com o presidente Lula ontem duas vezes, pedimos reforço da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Temos um trabalho permanente com as forças federais, Não fazemos pirotecnia, fazemos ações concretas. As Forças Armadas tem feito um trabalho de inteligência junto conosco. Esse trabalho vai adiante. Não temos pudor de solicitar apoio, mas temos uma política. Minha confiança é 100% no secretário José Mariano Beltrame. E eu trabalho com hierarquia e dando autonomia ao meu secretário. Nós não podemos perder o nosso foco. Temos um secretário de Segurança que é extremamento sereno e firme. Temos noção da dimensão e da profundidade do que estamos enfrentamdo. Não podemos fraquejar, perder a rota ou a direção. Estamos contando com o apoio das instituições. Não tem solução mágica, é muita transpiração e muito trabalho. Temos um plano de metas."

Repercussão dos ataques no exterior:
"Nunca escondemos à toda população e aos formadores de opinião da comunidade internacional de que nós enfrentamos uma situação de mudanças e isso traz reações. E o mundo inteiro compreende isso. Hoje nós temos um Rio de Janeiro com enorme valorização imobiliária. Há uma atividade econômica efervescente na cidade. Ninguém tem ilusão de que esses ataques não causam danos, claro que causam. Mas acho que a comunidade internacional está vendo é que hoje há uma política de segurança pública efetiva."

Olimpíadas:
"Ganhamos para dar a população do Rio de Janeiro um legado. Não foi para fazer uma festa de 21 dias. E esse legado nós vamos dar."

Tem mais informações sobre os ataques no Rio? Envie fotos, vídeos e relatos para o Minha Notícia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG