Cabral diz que não vai interferir em investigação sobre sequestro a ônibus

Ele disse que governador da época interferiu no caso do sequestro do ônibus 174 e "deu no que deu"

Agência Brasil |

O Globo
Um dos bloqueios formados pela polícia na avenida Presidente Vargas na noite do sequestro a um ônibus
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta quinta-feira (11) que não vai interferir na apuração sobre a atuação da polícia durante o sequestro de um ônibus no centro da capital há dois dias. Dois PMs que admitiram ter atirado no coletivo foram indiciados por lesão corporal culposa (quando não há intenção). Laudo prelimiinar da Polícia Civil indica que o coletivo foi atingido por 14 disparos, todos vindo do lado de fora, onde estavam os PMs.

"Qualquer julgamento será precipitado, sobretudo de uma pessoa como eu, que sou o governador do estado e que tenho que respeitar meus subordinados. O secretário de Segurança (José Mariano Beltrame), o comandante da PM (Mário Sérgio Duarte) e as demais autoridades das polícias Civil e Militar estão apurando melhor os fatos”, garantiu o governador.

Cabral lembrou do caso do sequestro do ônibus 174, há 11 anos, quando um sequestrador fez passageiros reféns e uma das vítimas foi morta.

“O governador de então (Anthony Garotinho) se meteu e quis comandar a operação e deu no que deu. Nesse episódio de agora, o governado apoiou os especialistas da Polícia Militar, do Bope e o secretário de Segurança.”

Sérgio Cabral disse que ainda aguarda o resultado da perícia e que, até lá, é o comandante da PM que vai conduzir as ações. O governador ainda acrescentou que está “rezando e mantendo contato permanente com o secretário Municipal de Saúde, Hans Dohmann, para que a mulher de 46 anos que está em estado grave sobreviva e tenha plena saúde”.

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