Segundo o coronel Sérgio Simões, secretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, a busca por sobreviventes vai continuar nas próximas 48 horas. Cerca de 50 a 60 trabalham na operação. Ele diz ser pouco provável que existam pessoas vivas embaixo dos entulhos.
A chuva que cai durante o trabalho de resgate dificulta a operação. Simões afirma, porém, que a condição climática não vai interferir nas buscas. “Temos um compromisso com as famílias”, ressalta lembrando que a prioridade por enquanto é recolher os entulhos. “Na busca de vítimas, o trabalho é realizado com muita cautela”, explica.
6 mortos, 20 desaparecidos e 6 feridos
Subiu para seis o número de corpos encontrados nesta quinta-feira (26) entre os escombros dos três prédios que desabaram no centro do Rio de Janeiro. O sexto corpo é de uma mulher e foi encontrado por volta das 3h, enquanto o anterior, também de uma mulher, foi retirado às 23h. O número de desaparecidos passa a ser de 20 pessoas.
Um novo corpo também foi identificado no IML (Instituto Médico Legal) como Margarida Vieira de Carvalho, de 73 anos, era esposa do zelador do prédio de 20 andares, Cornélio Ribeiro Lopes - também entre as vítimas. No total, foram encontrados dois corpos de mulheres e três de homens - sendo quatro deles já identificados. O primeiro é de Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos, que era zelador de um dos prédios que caiu. O segundo é de Celso Renato Cabral Filho, de 44 anos, administrador de empresas.
Desabamento
Simões explicou que o desabamento começou no prédio maior, de 20 andares, onde as lajes caíram até o 10º andar. “O prédio tombou para o lado esquerdo, atingindo os dois edifícios menores, de 10 e 4 andares, que ficavam ao lado”, conta. No 6º andar do prédio maior funcionava um curso de informática. “Acreditamos que naquele pavimento havia um grande número de pessoas”, afirma.
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